Fabio Motta|Estadão
Fabio Motta|Estadão

Militantes pró e contra impeachment se enfrentam no Rio

Manifestantes voltaram a entrar em confronto na Cinelândia, no início da noite desta quarta, 11; mulher favorável ao afastamento da presidente foi agrediga ao passar por grupo de apoiadores do PT

Alfredo Mergulhão, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2016 | 17h49

RIO - Militantes contra e a favor do impeachment voltaram a entrar em confronto na noite desta quarta-feira, 11, na Cinelândia, no centro. A troca de agressões ocorreu quando uma mulher favorável ao impedimento da presidente Dilma Rousseff passou entre os manifestantes que apoiam o PT, foi agredida e reagiu. A Polícia Militar (PM) precisou intervir. Ninguém foi preso.

"Eu cheguei para o protesto e não vi ninguém. Fiquei esperando enquanto ouvia as pessoas ao microfone falando que tinham expulsado os golpistas da Cinelândia. Então eu fui lá dizer que sou a favor do impeachment e tive o cabelo puxado e minha bandeira do Brasil roubada", disse Flávia Tavares, do Movimento Resistência Rio de Janeiro, que defende o afastamento da presidente.

Flávia foi retirada da Cinelândia pela PM e conduzida até a Praça da Candelária, também no centro do Rio. Militantes da Frente Brasil Popular acompanharam a ação dos policiais em todo o percurso. Eles queriam levar Flávia para a delegacia e registrar ocorrência, sob a alegação de que ela os agredira.

"Ela é uma provocadora, que entrou na manifestação, pegou a bandeira do PT e começou a puxar e rasgar. Fui atrás porque não aceito. A democracia é feita de diálogo, não de ódio", disse a advogada Beatriz Conde Miranda. Beatriz foi hostilizada quando chegou à Candelária. Em um grupo de cerca de 30 pessoas, os manifestantes pró-impeachment saíram em passeata pela Avenida Presidente Vargas em direção à estção ferroviária Central do Brasil.

Replay. No fim da tarde, militantes da Frente Brasil Popular, que apoia a presidente Dilma Rousseff, e membros do Movimento Direita Já, favorável ao impeachment, já tinham entrado em conflito na Cinelândia. Houve troca de empurrões, chutes, cusparadas e garrafas de água atiradas dos dois lados. Após o confronto, o Direita Já deixou o espaço e foi para a Candelária. 

Os dois grupos faziam mobilização no mesmo local para acompanhar a votação do processo de impedimento no Senado. Cada parte estava com um caminhão, mas apenas o veículo dos contrários ao impeachment está com o som ligado. A briga quando um manifestante fantasiado de Batman, que apoia o impeachment, resolveu passar entre os militantes da Frente Brasil Popular. O Batman precisou ser escoltado e foi levado para um carro da Polícia Militar (PM).

Após o confronto, a Direita Já deixou a Cinelândia com o carro de som ligado. "Nós protocolamos o ofício para fazer a manifestação na Cinelândia no dia 4 de maio. Tínhamos o direito de usar esse espaço", disse um dos líderes do Direita Já, Gustavo Monteiro. 

Simpatizantes da presidente Dilma responderam com gritos acusando os favoráveis ao impedimento de golpistas. A diretora da Central Única dos Trabalhadores  (CUT), Camila de Melo, afirmou que a Frente Brasil Popular também tem autorização para ficar na Cinelândia. 

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