Militantes do MLST acampam em frente ao Incra de Maceió

Cerca de 1.500 trabalhadores rurais, ligados ao Movimento pela Libertação dos Sem-Terra (MLST), acamparam nesta terça-feira na Praça Sinimbú, no Centro de Maceió, em frente à sede da superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Alagoas (Incra). Eles apresentaram uma pauta com 17 reivindicações, que será entregue na quarta-feira, 8, ao superintendente do Incra no Estado, Gilberto Coutinho. Os sem-terra vieram de 11 municípios e cobram agilidade nos processos de desapropriação de terras, liberação de cestas-básicas, assistência médica e educação nos assentamentos ligados ao MLST no Estado. Na quarta-feira, eles realizam uma caminhada pelas ruas do Centro de Maceió e vão até o edifício Walmap, para entregar a pauta de reivindicações ao superintendente do Incra, no Estado. Segundo o coordenador do movimento, Marcos Antônio da Silva (Marrom), os sem-terra vão cobrar do superintendente do Incra no Estado que cumpra sua meta anual, de assentar três mil famílias por ano. "Este ano foram assentadas apenas 500 famílias. Nós temos espalhados pelo Estado 4.200 trabalhadores rurais sem-terra distribuídos em 56 acampamentos", explicou Marrom.CréditoO líder dos sem-terra disse ainda que na pauta de reivindicações consta a liberação de crédito para investimento em infra-estrutura nos acampamentos e a liberação de recursos federais referentes a convênios assinados há seis meses, além da realização de vistorias nas áreas para desapropriação. Segundo a assessoria do Incra, os trabalhadores rurais se comprometeram em não ocupar a sede do Instituto, mas não informaram se impediriam os trabalhos normais dos funcionários.

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