Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Militantes de Manaus dividem opiniões sobre Temer

Enquanto manifestantes da esquerda já admitem preferência por novas eleições presidenciais, grupo opositor diz aguardar a postura do peemedebista no poder

Bruno Tadeu - Especial para O Estado, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2016 | 09h21

MANAUS - Militantes de Manaus contra e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff divergem opiniões quanto ao iminente governo de Michel Temer, que deve assumir o governo federal a partir desta quinta-feira, 12. Enquanto os manifestantes da esquerda já admitem preferência por novas eleições presidenciais, o grupo opositor diz aguardar a postura do peemedebista no poder.

Membro coordenador da Frente Brasil Popular e militante do PCdoB, Yann Evanovick reconhece a legitimidade do processo de impeachment, mas não concorda com a maneira em que o processo de Dilma é conduzido. “Já gritamos ‘não vai ter golpe’. Talvez seja a hora de gritar ‘Diretas Já’, para que o povo possa votar para decidir quem será o governante para comandar a república”, avaliou.

Já o coordenador do Movimento Amazonas em Ação, Junior Oliveira, considera que o governo Temer precisa ser avaliado. “Até o momento, não sabemos qual a forma de Temer governar. O povo acordou em relação aos crimes de corrupção. O povo não vai tolerar mais bandidos no poder”, disse.

Entre os senadores amazonenses, Vanessa Grazziotin (PCdoB) votou de forma contrária ao impeachment, enquanto Omar Aziz (PSD) concedeu voto a favor. Eduardo Braga (PMDB), que deixou o Ministério de Minas e Energia para retornar ao senado, esteve ausente na sessão de votação do impedimento alegando tratar de um problema de saúde.

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