Gilberto Amendola
Gilberto Amendola

Militância pró-Lula se reveza em palco de acampamento em Porto Alegre

Deputadas Jandira Feghali e Benedita da Silva participam de evento ao lado de simpatizantes de petista de todo o País

Gilberto Amendola, Enviado especial O Estado de São Paulo

24 Janeiro 2018 | 10h46

PORTO ALEGRE - A organização do evento pró-Lula, que comanda o acampamento que se instalou nos últimos dias no anfiteatro Por do Sol, na capital do Rio Grande do Sul, acaba de informar que o caminhão de som presente no local irá se encaminhar para o centro da cidade.

A ideia dos manifestantes é posicionar-se nas proximidades da Esquina Democrática, mesmo local onde ontem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursou. A ideia é que um ato de "encaminhamento político " aconteça lá depois que o segundo voto da 8ª Turma do TRF-4 for proferido. Os líderes do movimento pró-Lula pedem para que as pessoas ainda presentes no acampamento sigam o caminhão.

+++ Protestos pelo Brasil marcam o dia do julgamento do ex-presidente Lula no TRF-4

Por volta das 10h desta quarta-feira, 24, começou um ato de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no acampamento onde estão concentrados os simpatizantes petistas que se deslocaram ao Rio Grande do Sul para acompanhar o julgamento que ocorre no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Durante o evento, devem se intercalar falas de parlamentares favoráveis à absolvição de Lula e apresentação de músicos. Neste momento, está com a palavra o deputado Luiz Carlos Caetano, do PT da Bahia. Também participam do evento as deputadas Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ).

O acampamento reúne pessoas de todo o Brasil e até simpatizantes de outros países da América Latina. O professor Geraldo Correia, de 42 anos, é uruguaio e decidiu participar do acampamento pró-Lula "porque essa é uma causa de toda América latina", diz. "Estou impressionado com a calma e a ordem do movimento", acrescenta.

As irmãs Josefa Faustino, de 60 anos, e Maria José Faustino, de 53 anos, são de Nova Iguaçu (RJ) e enfrentaram 17 horas de ônibus. São domésticas e, assim como muitos no acampamento, estão usando celulares para assistir ao julgamento. Segundo o PT do Rio Grande do Sul, há 30 mil pessoas na vigília.

Há pouco, na divisa entre o acampamento e a barreira policial, manifestantes começaram a gritar palavras de ordem pedindo "Lula presidente". Membros da organização pedem aos manifestantes que não haja hostilidades, não avancem sobre as grades e lembram que "a luta não termina hoje".

Notícias relacionadas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.