Miguel Rossetto diz que 'iniciativas golpistas' do PSDB são inaceitáveis

Para ministro responsável pela articulação do governo com movimentos sociais, ações do PSDB que pedem a saída da presidente Dilma Rousseff pretendem 'romper uma legalidade democrática'

Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

08 de julho de 2015 | 11h02

Brasília - Responsável pela articulação do Palácio do Planalto com movimentos sociais, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, acusou nesta quarta-feira (8) o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), de promover "iniciativas golpistas" que provocam "perplexidade da consciência democrática" do Brasil.

Em nota divulgada nesta terça-feira (7), Aécio disse que o "discurso golpista é do PT, que não reconhece instrumentos de fiscalização e de representação da sociedade em uma democracia". Conforme informou o jornal "O Estado de S. Paulo", Dilma afirmou a auxiliares que vai defender seu mandato com "unhas e dentes".

"Há uma perplexidade da consciência democrática do nosso País", disse Rossetto a jornalistas, depois de gravar o programa radiofônico "Bom Dia, Ministro", em Brasília. "É absolutamente inaceitável as iniciativas golpistas antidemocráticas do PSDB lideradas pelo senador Aécio Neves. Que a sociedade reaja a essas iniciativas, que buscam romper uma legalidade democrática, o que é extremamente grave, inaceitável e lamentável."

Na avaliação do ministro, o Planalto sabe diferenciar o ambiente democrático, marcado pelo debate político, de um ambiente que "busca insistentemente produzir instabilidade". "E alguns, mais irresponsáveis, buscam inclusive uma instabilidade institucional, o que é inaceitável", criticou Rossetto

Pedaladas. Em agosto, o Tribunal de Contas da União (TCU) deve julgar o caso envolvendo as chamadas "pedaladas fiscais" - os atrasos de repasses do Tesouro Nacional a bancos públicos para melhorar artificialmente as contas do governo federal. O governo tem até o dia 22 deste mês para apresentar os esclarecimentos solicitados pelo órgão.

Estamos absolutamente confiantes por conta da qualidade e da legalidade de todos os atos da presidente Dilma Rousseff", garantiu Rossetto, ao ser questionado sobre a análise do TCU.

Conforme informou nesta quarta-feira o "Estado de S. Paulo", o governo já montou uma estratégia para sensibilizar aliados a não aderir a um eventual processo de impeachment contra Dilma, caso as contas sejam condenadas pelo TCU. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.