Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Miguel Manso diz que daria nota menor do que 5 para gestão de Kassab

Candidato propõe 'Rapidão Paulistano' para o transporte e afirma que o grande problema da cidade é a coleta de lixo

Cristiane Salgado Nunes - O Estado de S. Paulo,

22 de agosto de 2012 | 16h12

Em continuidade à série Entrevistas Estadão, o candidato à Prefeitura de São Paulo pelo PPL, Miguel Manso, participou do encontro com a TV Estadão e prometeu a modernização da reciclagem na cidade e um novo modelo de corredor de ônibus, o "Rápido Paulistano". O candidato criticou a gestão atual do prefeito Gilberto Kassab na área do transporte e disse que "daria uma nota menor do que 5".

Para mudar situação da mobilidade na capital paulista, Miguel Manso propôs um sistema de ônibus com linhas excluisas, como funciona no metrô, e com menos paradas. O candidato disse que é possível implantar 45 novas linhas, sendo 40 radiais e 5 anéis, em seis meses.

"Não tem sentido São Paulo ter um transporte coletivo desarticulado. Não há planejamento", afirmou.

Miguel Manso também propôs modificar o sistema de coleta de lixo na cidade. O candidato defendeu a reciclagem em maior escala e disse que energia deveria ser produzida com o lixo orgânico. "O grande problema de nossa cidade é a coleta. Lixo, hoje, não é lixo, é riqueza. Nós podemos limpar a cidade de verdade, despoluir os rios, levar saneamento básico mais barato", afirmou.

Na educação, Miguel Manso declarou que vai acabar com a aprovação automática e criticou a gestão de Kassab e dos prefeitos anteriores. "Essa ideia de aprovação automática não dá certo, precisa avaliar os alunos. Falta governo que tenha responsabilidade, que não esteja preocupado só com os números".

Miguel Manso também prometeu a construção de jardins de infância para solucionar o problema de falta de creches: "Não gosto da ideia de creche e vou construir jardim de infância. A diferença que não é um sobradinho da prefeitura, é uma escola de verdade".

Governo Federal. O candidato a prefeito avaliou o governo de Dilma Rousseff e disse que falta política industrial para as empresas brasileiras. "Lula melhorou, mas a presidente Dilma sofreu muitas pressões e em vez de acelerar, desacelerou por falta de política. Isso é falta de política industrial".

Próximos entrevistados. Nessa quinta-feira, 23, será entrevistada Ana Caproni (PCO); na sexta-feira, 24, José Eymael (PSDC) e na segunda-feira, 27, Gabriel Chalita (PMDB). A série Entrevistas Estadão já teve a participação dos candidatos Ana Luiza (PSTU),  Paulinho da Força (PDT), Carlos Giannazi (PSOL) e Levy Fidelix (PRTB). 

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