Miguel Jorge diz que indicou pessoalmente Erenice para BNDES

Erenice foi apontada por jornal como a responsável pela elaboração de um suposto dossiê contra FHC

REUTERS

08 de abril de 2008 | 16h08

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, assumiu nesta terça-feira a responsabilidade pela nomeação da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, para o conselho fiscal do BNDES. Ela foi apontada pelo jornal Folha de S.Paulo como a responsável pela elaboração de um suposto dossiê composto por gastos sigilosos de cartões corporativos do governo Fernando Henrique Cardoso.   Veja Também:   Entenda o que é e como funciona o ITI Dilma anuncia auditoria e fala em ação da PF sobre vazamento Para 'Economist', Dilma pode ser 'bode na sala' para 2010 Dossiê com dados do ex-presidente FHC  Entenda a crise dos cartões corporativos  Forúm: Quem ganha e quem perde com a CPI? Oposição vai questionar Dilma sobre dossiê contra FHC em comissão Garibaldi lerá pedido que cria CPI no Senado  Como titular do ministério, Miguel Jorge é o presidente do Conselho de Administração do banco e está hierarquicamente acima do presidente da instituição, Luciano Coutinho. "Fui eu que nomeei, eu que escolhi", disse ele a jornalistas após cerimônia da Câmara de Comércio Americana. Miguel Jorge afirmou que a escolha de Erenice ocorreu antes das denúncias, mas rechaçou a possibilidade de voltar atrás na decisão. "Os critérios (para a nomeação) são experiência, conhecimento, foi uma decisão anterior e acho que não atrapalha em nada não. Foi decisão pessoal minha, não tem nenhuma razão para reverter a decisão", disse o ministro. Ao rebater declaração do ex-presidente da Câmara Americana, Sidnei Levy, que sugerira não mais que dois mandatos para presidente do Brasil, Miguel Jorge lembrou-lhe que o presidente dos Estados Unidos nos anos 30, Franklin Roosevelt, teve mais de dois mandatos. O ministro afirmou que a resposta não significa a defesa de um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Foi só uma brincadeira (com o Levy). Ninguém está pensando nisso... O presidente é um constitucionalista ferrenho", disse Jorge.

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