Reprodução/The Guardian
Reprodução/The Guardian

Mídia internacional repercute demissão de Mandetta

Jornais destacaram conflitos entre ministro da Saúde e Bolsonaro

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de abril de 2020 | 17h43

Veículos estrangeiros repercutiram a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, comunicada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira, 16.

Com o título Bolsonaro demite popular ministro da Saúde após disputa sobre resposta ao coronavírus, o jornal britânico The Guardian afirmou que, enquanto o ministro defendia o isolamento social, o 'presidente de extrema-direita' minimizou o impacto do coronavírus. Para a publicação, a demissão de Mandetta tem ‘potencial para causar uma grande revolta pública’. 

O americano Washington Post também destacou a disputa entre Mandetta e Bolsonaro. Na matéria Bolsonaro despede o ministro da Saúde, Mandetta, após diferenças sobre a resposta ao coronavírus, o jornal narra os embates entre ministro e presidente — destacando a declaração de Bolsonaro de que o vírus seria apenas “uma gripezinha”. “O esforço (de Bolsonaro) para reiniciar a economia  iniciou um confronto direto com Mandetta, que se tornou uma voz de resistência dentro do governo”, afirmou o jornal. 

Na matéria Bolsonaro demite ministro da Saúde após conflito em política sobre vírus, o Bloomberg afirma que Mandetta 'com treinamento médico, se recusou a se curvar às exigências do líder brasileiro'. A matéria firma que Mandetta ganhou destaque durante os briefings diários do Ministério da Saúde e das inúmeras entrevistas que deu para veículos de comunicação. 

O argentino Clarín considerou a medida ‘esperada’, já que o presidente vinha mantendo ‘curtos-circuitos’ com Mandetta ‘há várias semanas’. “A medida era esperada, mas envolve enormes riscos políticos e de saúde”, diz a publicação, “já que se espera que o país entre no momento mais agudo da pandemia de coronavírus em breve”.

O jornal também destacou reações locais, com panelaços em diferentes cidades do Brasil. 

 

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