Mídia empurrou candidatura de Roseana, diz CNT

O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Clésio Andrade, atribuiu o elevado crescimento das intenções de voto para a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), e a queda de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, à exposição da governadora na mídia. Segundo Andrade, que também preside o PFL em Minas Gerais, a última pesquisa elaborada pelo instituto Sensus para a CNT foi feita há 45 dias. Nesse período, segundo ele, Roseana teria aumentado sua presença na mídia. "No início do mês a governadora apareceu em todos os programas regionais do PFL", disse Clésio Andrade. A pesquisa da CNT foi apurada entre os dias 6 e 11 de dezembro, ouvindo duas mil pessoas, em 195 cidades do País. "É preciso ver que essa mudança de patamar aconteceu num intervalo de 45 dias", afirmou. Em algumas das simulações feitas pela Sensus, Roseana Sarney chegou a empatar tecnicamente com Lula. Em relação a queda de Lula, Clésio Andrade disse que as denúncias contra o governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, também do PT, podem ter influenciado. "Houve uma reviravolta nas intenções de voto na região Sul do País", disse Andrade. Em outubro, Lula registrava 28,7% das intenções de voto naquela região, enquanto Roseana tinha 17,6%. Agora, Lula caiu para 20,9% enquanto Roseana subiu para 27,4%. De acordo com os números apurados pela Sensus, Lula registrou, de outubro para novembro/dezembro, queda em todas as regiões do País. Roseana caiu apenas na Região Norte, mais ainda assim manteve-se em primeiro lugar, com 36,2%. O Sensus apurou que 28,5% dos 2 mil entrevistados disseram que tomaram conhecimento das denúncias sobre o envolvimento de Olívio Dutra com o jogo do bicho. Desse total, 21,7% consideraram o governador individualmente culpado e outros 31,2% afirmaram que a culpa também deve recair sobre o assessor de Dutra. Mesmo que 67,4% dos entrevistados tenham dito que não tomaram conhecimento das denúncias, Clésio Andrade acredita que 28,5% é um porcentual significativo, e que pode justificar a queda nos índices de intenção de voto de Lula.

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