Mídia alternativa deve sofrer restrição comercial de vice

Restrições de acordos comerciais devem atingir sites de opinião, também chamados de blogs progressistas

TÂNIA MONTEIRO e LEONENCIO NOSSA, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2016 | 06h38

BRASÍLIA - Pessoas próximas de Michel Temer afirmam que haverá restrições de acordos comerciais com sites de opinião, ou os chamados blogs progressistas, em caso de um eventual governo Temer. Os aliados do vice alegam que a prioridade serão os veículos que produzem conteúdo.

Em 2014, ano de eleições gerais, a Petrobrás, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil gastaram um total de quase R$ 10 milhões com mídias alternativas de conteúdo favorável ao governo Dilma. A Presidência da República usa como justificativas para financiar tais espaços “critérios técnicos de mercado”, sem detalhá-los.

Naquele ano, blogs com menos de 300 mil visitantes no mês de dezembro receberam verba do governo. O mercado digital classifica de modesto o acesso de, por exemplo, 1 milhão de visitantes únicos por mês. A média dos três principais sites de notícia do País registraram naquele mês de 2014 uma média de 35 milhões de visitantes únicos.

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