Michelle Obama ganha plateia com 'bom dia' em português

Brasília - Em meio a estudantes de escolas públicas, Michelle Obama ganhou a plateia com um "bom dia", a única expressão que aprendera em português, lamentou. Logo depois chamou a atenção da filha mais velha, impressionada com o exemplo de uma das jovens líderes brasileiras, que aprendera a falar a palavra borboleta em 20 línguas diferentes: "Então, Malia, pelo menos em 20 línguas!"

Marta Salomon, de O Estado de S. Paulo

19 de março de 2011 | 14h09

Raquel Helen Silva, de 20 anos, que discursou antes da primeira dama dos Estados Unidos, contou que havia ficado órfã muito cedo, sempre estudara em escola pública e mudara a vida depois de participar de um programa de intercâmbio promovido pela embaixada norte-americana, de jovens embaixadores. "Comecei aprendendo a falar borboleta em uma língua, hoje falo em 20", contou Raquel. "A educação é uma arma importante", disse.

"Há um mito de quem cursa escola pública não tem acesso a nada: há professores e alunos interessados". Michelle usou o próprio exemplo, contou que não nascera em uma família rica, morou em apartamentos pequenos e dividia o quarto com o irmão. Disse que o marido também enfrentara dificuldades, inclusive nos estudos.

"Agora ele é esperto", comentou, provocando risos. "É preciso sonhar grande e realmente trabalhar duro e assumir riscos", conclamou, estimulando os jovens convidados para o encontro a serem "cidadãos do mundo". "Acredito que o futuro dos nossos países depende das relações entre as pessoas e os jovens".

ARY BARROSO - Sorriso quase permanente, Michelle Obama bateu palmas acompanhando o ritmo da composição de Ary Barroso "Isto aqui, ô ô, é um pouquinho de Brasil iá iá, deste Brasil que canta e é feliz, feliz, feliz", na apresentação de capoeira que se seguiu aos discursos, provocando a caçula Sasha e a filha mais velha, Malia.

Aparentemente mais tímida, ela batia palmas quase sem mexer as mãos. Sentada, com o mesmo vestido que usara na recepção pela presidente Dilma Rousseff um pouco antes, no Palácio do Planalto, a primeira-dama acompanhou com parte do corpo o ritmo da apresentação de um grupo de percussão formado só por mulheres. "Iuhuuuuu", "maravilhoso", exclamou, antes de cumprimentar cada um com um aperto de mãos e olhos nos olhos.

O evento da agenda paralela de Michelle em um restaurante em Brasília não durou mais do que 35 minutos. Ela estava acompanhada pela mãe, Marian Robinson, e pela madrinha, Eleonor Kay Wilson. Lembrou ter prometido que viria ao Brasil a um grupo de jovens embaixadores brasileiros que visitou a Casa Branca no ano passado. Tentou reconhecer os meninos. Entre eles, Ícaro Nepomuceno, de 19 anos, morador da periferia de Manaus, já contava antes da chegada da primeira-dama: "Ela é muito gentil, educada, cativa pelo sorriso".

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