Michel Temer nega reformas em apartamentos funcionais

Presidente da Câmara disse que Nelson Marquezelli (PTB-SP) apenas apresentou um estudo sobre o assunto

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

08 de abril de 2009 | 14h28

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), negou que a Mesa da Casa tenha decidido na reunião de terça-feira executar a obra de divisão de parte dos apartamentos funcionais para permitir local de moradia para todos os 513 deputados em Brasília. Temer afirmou que apenas foi apresentado um estudo pelo quarto secretário, Nelson Marquezelli (PTB-SP), sobre o assunto.

 

"Não houve qualquer decisão quanto ao tema, envolvendo ou não investimentos, até porque o estudo, capaz de viabilizar economias na rubrica, demanda de maior exame pelos membros da Mesa", afirmou Temer em nota divulgada nesta quarta-feira, 8. "Ontem, houve mera exposição a propósito da divisão física dos imóveis para eliminar o auxílio-moradia", continuou a nota.

 

Temer tratou, ainda no comunicado, de outros dois assuntos que foram discutidos na reunião da Mesa: o uso da verba indenizatória e as passagens aéreas. Ele levou o assunto para o plenário, afirmando que as decisões de quarta foram "mal interpretadas pela grande imprensa". "As notícias equivocadas, nas manchetes e fotos, visam colocar a Câmara em confronto com a opinião pública", disse Temer, classificando a situação como uma "pancadaria" em relação à Câmara.

 

 Líderes partidários e deputados discursaram após Temer manifestando solidariedade à Mesa e ressaltando a importância do Poder Legislativo para a democracia.

 

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Após a reunião da Mesa, Marquezelli, responsável pela administração dos imóveis da Casa, anunciou a obra como uma decisão da Mesa. Na entrevista, Marquezelli chegou a ser confrontado com a informação de que Mesas anteriores já haviam feito a proposta de divisão dos apartamentos, mas que a obra nunca tinha sido levado adiante. "À tarde assinarei por definitivo para que se inicie a contratação e a divisão dos apartamentos", disse Marquezelli, na quarta.

 

Ele informou ainda que a Casa abriria nova licitação e que, com o prazo de dois anos, a obra custaria R$ 150 milhões. Mais tarde, responsáveis pelo setor habitacional da Casa informaram que o valor era referente a todas as etapas de reforma, já em andamento, dos apartamentos funcionais e o valor estimado da terceira etapa, que inclui a divisão dos imóveis, era em torno de R$ 80 milhões. Marquezelli disse também na entrevista que, com a divisão, seria extinto o auxílio-moradia, proporcionando à Casa uma economia de R$ 13 milhões por ano.

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