Meu governo e eu somos contra homofobia, afirma Dilma

Candidata do PT à reeleição evitou dizer se aceitaria eventual apoio de Levy Fidelix no segundo turno da disputa presidencial. Em debate, concorrente do PRTB deu declarações homofóbicas

ANA FERNANDES E ISADORA PERON, Estadão Conteúdo

29 de setembro de 2014 | 20h37

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, voltou a defender nesta segunda-feira, 29, a criminalização da homofobia. A declaração foi dada após ser questionada sobre os comentários considerados preconceituosos do candidato a presidente Levy Fidelix (PRTB) no debate da Rede Record, no domingo, 28. "Meu governo e eu, tanto publicamente quanto pessoalmente, somos contra a homofobia e acho que o Brasil atingiu um patamar de civilidade no qual todos nós não podemos conviver com processos de discriminação que levem à violência", disse em entrevista coletiva em São Paulo.

Dilma lembrou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF), ao reconhecer a união estável entre casais do mesmo sexo, garantiu os direitos civis a todos os cidadãos. "O STF foi claro e definitivo. Isso não está mais em discussão", afirmou. Ela, no entanto, evitou responder se aceitaria o apoio de Fidelix num eventual segundo turno. "Estou no primeiro turno e não vou fazer precipitação. Só falo em segundo turno depois do voto depositado na urna e computado."

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