Najara Araujo/Câmara dos Deputados
Najara Araujo/Câmara dos Deputados

'Meu candidato será quem ajudar a aprovar a reforma tributária', diz Maia sobre sucessor

Durante live com o economista Renoir Vieira nesta quarta, o presidente da Câmara também afirmou que espera que seu sucessor crie uma agenda de reorganização do estado brasileiro no pós-pandemia

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2020 | 21h51

BRASÍLIA - Ainda evitando se aprofundar no debate sobre sucessão na presidência da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que deverá ter seu apoio ao posto o candidato que apoiar a aprovação da reforma tributária. O mandato dele termina em fevereiro do ano que vem.

“Se eu tiver alguns votos, o meu candidato vai ser aquele que nos ajudar, aquele grupo de pessoas que nos ajudar, a aprovar reforma tributária. Acho que vai ser um legado muito importante que o parlamento vai deixar para sociedade brasileira”, disse ele em live com o economista Renoir Vieira nesta quarta-feira.

Maia rechaça antecipar o debate sobre as eleições da Câmara, mas disse que espera que seu sucessor crie uma agenda reorganização do estado brasileiro, no pós-pandemia. "Podemos fazer a reforma tributária andar na Câmara e no Senado ainda neste ano e acho que no próximo ano, um sucessor que possa continuar a agenda de reorganização do Estado brasileiro”, disse.

Ele reforçou que o tema da reforma não é simples, o que dificulta o debate, mas que ele acredita que a proposta pode ajudar no crescimento econômico do País. “Por mais que alguns digam que é um momento difícil, estamos fazendo uma transição longa”, afirmou. “Minha impressão é que se não fizemos essa reforma, vamos continuar fazendo as outras e o crescimento vai ter dificuldade de chegar”, disse. Ele ressaltou ainda que é a primeira vez que há um grande apoio por parte de governadores para se aprovar a proposta.

Teto de gastos

 Para Maia, um dos grandes desafios para o próximo ano será manter o teto de gastos. “Abrir o teto de gasto, criar um novo imposto para ter receita para gastar olhando a eleição, aí já desorganizou tudo que está sendo construído. Nosso grande desafio do próximo ano é sentar em cima do teto de gastos e não deixar ninguém mexer, porque as tentações são grandes, e elas vão gerar aumento de carga tributária ou de dívida, que, no final, acaba sendo paga pela sociedade”, afirmou durante a live.

Em sua visão, a discussão sobre mudar o teto de gastos só pode ser feita depois de se organizar a estrutura da administração pública. “Mas acho que essa pressão não vai ser pequena não, vai ser muito grande, e nós temos que ficar atentos a isso”, disse.

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