Método de perícia paulista ganha o mundo

A partir de junho, o nome da Polícia Científica vai ganhar o mundo. O Journal of Forensic Sciences, publicação técnica norte-americana voltada aos laboratórios de Criminalística de vários países, vai publicar um artigo sobre um novo método de investigação criado pelo Instituto de Criminalística de São Paulo em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen-SP). O artigo produzido pela Polícia Científica aborda um método inédito em todo o mundo para realizar a coleta de pistas em armas de fogo utilizadas em crimes. Os benefícios desse novo exame são superiores aos métodos tradicionais. A novidade está no uso de uma solução química chamada EDTA (ácido tilenodiaminotetracético), que possui uma capacidade maior de atrair partículas de chumbo, usadas como indícios de um crime, originárias do disparo de uma arma de fogo. As partículas recolhidas no local do crime são encaminhadas para um exame em uma máquina especial, o HRICP-MS (Espectrômetro de Massas de Plasma Indutivamente Acoplado a Setor de Campo). O exame dos indícios recolhidos com o EDTA possuem alta precisão. ?A aprovação do artigo pelo Journal of Forensic Sciences, que o submete à um crivo altamente exigente, demonstra a qualidade desse projeto?, disse Osvaldo Negrini, Diretor Técnico do Centro de Exames, Análises e Pesquisas (Ceap) do Instituto de Criminalística. Ele foi um dos peritos que participou da elaboração do artigo junto com pesquisadores do Ipen-SP.O Journal of Forensic Sciences é uma publicação técnica bimestral editada nos Estados Unidos, e distribuída para laboratórios de Criminalística de todo o mundo.

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