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Metalúrgicos vivem na pele temperatura dos anos 70

Metalúrgico que vira ator, ator que vira metalúrgico. Durante as filmagens do longa Lula, O Filho do Brasil, a produção pagou diárias de R$ 80 para metalúrgicos da região do ABC paulista que fizeram figuração no filme. Desempregados em razão da crise, toparam um bico no longa sobre a vida do presidente. Os metalúrgicos de verdade fizeram figuração ao lado do ator Rui Ricardo Diaz, que interpreta três momentos na vida de Lula, inclusive o sindicalista da década de 70. Ao lado do ator, participaram da filmagem do célebre comício de Lula no estádio da Vila Euclides, em 1978.A produção, que tem 128 atores no elenco, filmou no Nordeste, em Santos e na Grande São Paulo. As cenas foram rodadas em locações pinçadas após dois meses de garimpo. Só uma precisou de estúdio: a do velório de d. Lindu, mãe de Lula, que morreu em 1980. A cena mostrará um desabamento, no momento em que as pessoas estavam ao lado do caixão. "Essa é a hora que as pessoas vão dizer ?não acredito que isso aconteceu?", disse a produtora do filme, Paula Barreto.A ideia de fazer o filme nasceu do produtor Luiz Carlos Barreto, o Barretão, após ler o livro Lula, O Filho do Brasil, de Denise Paraná. A obra foi indicada por Gilberto Carvalho, hoje chefe-de-gabinete de Lula, a quem Barretão recorreu para saber mais sobre a vida do ex-sindicalista. Para completar a pesquisa, o diretor, Fábio Barreto, esteve no Palácio do Planalto para entrevistar Lula. E os atores, como Glória Pires, que faz d. Lindu, e Cléo Pires, que faz a primeira mulher de Lula, se reuniram com os Silva em um churrasco no final do ano passado para colher mais detalhes familiares.O filme termina de rodar em duas semanas. O slogan será: "Você conhece esse homem, mas não conhece sua história."

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