Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Metalúrgicos fazem vigília na porta do Instituto Lula

Boa parte dos manifestantes é formada por metalúrgicos afastados temporariamente do trabalho por ordem das montadoras

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2015 | 02h04

Um grupo ligado ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC está em vigília na porta do Instituto Lula desde anteontem. O objetivo é prestar solidariedade ao ex-presidente e proteger o instituto durante as manifestações deste domingo.

Ironicamente, a crise econômica facilitou a mobilização. Boa parte dos manifestantes é formada por metalúrgicos afastados temporariamente do trabalho por ordem das montadoras. O sindicato quer garantir a presença de pelo menos 50 pessoas na porta da entidade até domingo. "Nosso objetivo é prestar solidariedade ao ex-presidente Lula e fazer a defesa da democracia contra a ameaça golpista", disse o diretor executivo do sindicato, Alexandre Colombo.

Embora estejam dispostos a defender o mandato da presidente Dilma Rousseff, os movimentos sociais ligados ao PT não deixarão de lado as cobranças ao governo. Hoje, Dilma recebe integrantes dos movimentos no Palácio do Planalto e, além de garantias de defesa de seu mandato, ouvirá demandas e críticas à Agenda Brasil, apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

"Essa é a agenda do Brasil dos ricos. Não concordamos com aquilo", disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas. "Dilma precisa do apoio dos trabalhadores para governar com a agenda que foi vencedora nas eleições do ano passado."

Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares (CMP), que também vai participar da reunião com Dilma, enumerou os pontos da Agenda Brasil que contrariam o movimento: mudança na fórmula para aposentadoria, cobrança por atendimento no SUS, mudanças em demarcações de terras indígenas. "É um impulso à direita", disse ele.

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