Metalúrgicos da CUT prometem se antecipar à reforma sindical

Os sindicatos dos metalúrgicos de São Paulo ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) decidiram antecipar-se à reforma sindical e deverão colocar em prática, a partir de agora, medidas como o fim da cobrança do imposto sindical e da unicidade sindical. Esse é um dos pontos do plano aprovado durante o 4.º Congresso dos Metalúrgicos da CUT, que terminou neste domingo, em São Paulo."A implementação da reforma sindical é um dos principais pontos do nosso plano de lutas", ressalta o presidente da Federação dos Metalúrgicos da CUT do Estado de São Paulo (FEM/CUT/SP), Adi dos Santos Lima, reeleito no congresso para mais três anos de mandato. Segundo informações de delegados presentes ao encontro, a idéia é antecipar-se à própria reforma sindical, ao mesmo tempo em que se buscará pressionar pela sua realização."Vamos trabalhar para que não seja preciso recolher o imposto sindical", disse Lima, acrescentando que os sindicatos passarão a ter comitês de sindicalização. O objetivo dos comitês é fazer com que os sindicatos disponham de pelo menos 20% de trabalhadores sindicalizados, antes mesmo que a reforma sindical seja implementada, e que se valham, além dessa fonte de recurso, da taxa negocial para atender às necessidades.Os metalúrgicos da CUT buscarão também unificar os estatutos dos sindicatos e criar comitês de trabalhadores em empresas. Além disso, já pretendem colocar em prática o fim da unicidade sindical. "Em lugares em que os sindicatos não pedirem exclusividade, vamos criar sindicatos; nos que pedirem exclusividade, vamos dar apoio para que se estruturem", disse Lima.

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