Metade dos homens acima dos 40 anos têm disfunção erétil

A partir de um estudo que envolveu 29 países e mais de 26 mil entrevistados, a farmacêutica norte-americana Pfizer mapeou as atitudes e comportamentos sexuais de homens e mulheres entre 40 e 80 anos. O Brasil, ao lado do México representou a amostragem latino-americana, que contribuiu com 1,2 mil voluntários, sendo 564 homens e 636 mulheres. Conduzido pelo projeto "Sexualidade" do Hospital das Clínicas (Prosex/USP), a pesquisa identificou dados surpreendentes como o de que um em cada dois homens, com idade superior a 40 anos, apresenta algum grau de disfunção erétil.Segundo a cordenadora Prosex, Carmita Abdo, um dos dados que mais chamou a atenção foi o de que 70,9% dos homens e 57,5% das mulheres entrevistadas acreditam que a queda da performance sexual afetaria sua auto-estima. Outro dado inédito apresentado pelo estudo refere-se ao fato de que 37% dos homens e 29% das mulheres admitem que a má performance sexual acarreta em desempenho insatisfatório no trabalho. A pesquisa identificou também que para 77,5% dos homens o sexo é extremamente importante. Entre as mulheres o porcentual caiu para 41,2%.O estudo revela ainda que apenas 11,8% dos homens entrevistados procuraram orientação médica por problemas no desempenho sexual. A incidência entre a amostra feminina é duas vezes maior, atingindo 24,2%.Idade diminui interesseA pesquisa apontou também que 46,1% dos homens entrevistados pensarem pelo menos uma vez por dia em sexo. Apenas 8,1% das mulheres marcaram esta opção. A maioria das entrevistadas, 53,6%, disse que pensa em sexo apenas algumas vezes por mês, contra 49,7% dos homens. Neste quesito ainda, 38,3% das mulheres entrevistadas pensam em sexo menos de uma vez por mês, enquanto apenas 3,7% dos homens passam pela mesma situação.O estudo também revela que 70% dos homens concordam que o interesse por sexo diminui com a idade, tanto para os homens quanto para as mulheres. "Nosso intuito, com esse tipo de iniciativa, é buscar elementos que melhor norteiem as nossas ações, especialmente em uma área tão delicada como a de disfunção erétil", afirmou o presidente da Pfizer Brasil, César Preti.

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