Mesmo sem acordo, governo diz que vota Orçamento nesta 4ª

Na madrugada desta quarta, bate-boca entre líderes quebrou acordo e oposição ameaça obstruir sessão

da Redação,

12 de março de 2008 | 11h29

O presidente do Senado, Garibaldi Alves, e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disseram que o Orçamento para 2008 será votado nesta quarta-feira, 12, mesmo após o bate-boca entre líderes da oposição e governo em sessão desta madrugada. "Temos todas as condições para votar. Não tem problemas graves para impedir a votação a não ser as querelas políticas. A nossa expectativa é boa", afirmou o ministro.  A discussão aconteceu porque os líderes da oposição acusaram o governo de não abrir o diálogo para votar a medida provisória que criou a TV Pública. Descontentes com o resultado , os parlamentares se retiraram do plenário do Senado.  Veja também:   Senado aprova criação da TV Brasil durante madrugada Oposição se reúne para definir posição sobre OrçamentoPara Lula, Congresso aprova Orçamento ainda esta semana  Bernardo diz que aprovação do Orçamento 'passou da hora'  "Ontem, o que se viu, em determinado momento, foi desordem e desordem não constrói. Vamos votar, sim", disse o presidente do Senado. O ministro  classificou  como normal o episódio ocorrido na madrugada, em que a oposição se retirou do plenário do Senado por não concordar com a votação da medida provisória que cria a TV Pública. "É um episódio corriqueiro na dinâmica do Congresso. Fui deputado três vezes. Não sei quantas vezes nos retiramos. Faz parte da vida cotidiana."    O ministro  disse que mantém otimismo sobre a aprovação do Orçamento de 2008 na sessão do Congresso marcada para esta tarde. "Temos todas as condições para votar. Não tem problemas graves para impedir a votação a não ser as querelas políticas. A nossa expectativa é boa", afirmou o ministro.  Bernardo disse que o governo tem "trabalhado neste período investindo no diálogo com os congressistas - base e oposição. "É fundamental que o País tenha um Orçamento votado. Não vemos como justificar para o Brasil o Orçamento não ter sido votado em março. É uma anomalia, uma coisa negativa", afirmou. Paulo Bernardo disse ainda que o governo vai evitar a qualquer custo a edição de medidas provisórias para contornar a não aprovação do Orçamento de 2008. (Com Agência Senado) 

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