Mesmo preterido, PPS deve aderir ao projeto

'No futuro até o PPS pode se aliar', deixou escapar o presidente da legenda, Roberto Freire

Eduardo Bresciani , Agência Estado

05 de outubro de 2013 | 17h17

Brasília - Considerado até a manhã de sábado, 5, o possível destino para uma candidatura presidencial de Marina Silva, o PPS ainda deve integrar-se à aliança anunciada pelo PSB de Eduardo Campos. "No futuro até o PPS pode se aliar", deixou escapar o presidente da legenda, Roberto Freire.

Mesmo assim, o pernambucano, deputado federal por São Paulo, que havia colocado a sigla à disposição da ex-ministra do Meio Ambiente, criticou o fato de ela não ter assinado a ficha de filiação do PPS, como ele queria.

Freire se reuniu com a ex-ministra no início da manhã de sábado. Avisado da aliança com Campos, disse a ela que tal posicionamento tiraria sua independência, amarraria seu futuro e seria um "suicídio político". Marina argumentou na conversa que sua atitude dá uma resposta ao Palácio do Planalto sobre a acusação de que desejava ser candidata à Presidência a qualquer custo.

Além de Freire, participaram da reunião com Marina o líder do partido na Câmara, Rubens Bueno, os deputados Arnaldo Jordy e Arnaldo Jardim e o ex-deputado Raul Jungmann.

"Precisamos ter outras vozes. No primeiro turno é importante que se ofereça pluralismo à sociedade", reclamou Freire depois, em entrevista. O presidente do PPS afirmou que a eventual aliança deveria ser construída apenas no futuro, caso as duas candidaturas não se viabilizassem.

Multiplicidade. Na visão dele, o ideal seria ter um cenário com vários nomes para garantir um 2.º turno contra a presidente Dilma Rousseff. Apesar de defender uma multiplicidade de candidaturas de oposição - ele já tinha oferecido o PPS para abrigar o tucano José Serra -, Freire afirmou que a fragilidade do governo o deixa otimista de que a próxima eleição terá como mote a "mudança".

"Mesmo tendo menos candidaturas, não sou pessimista, porque esse governo é tão incompetente que essa crise vai ser aprofundar e a sociedade vai dar a resposta. A mudança será o prisma da eleição de 2014, não a continuidade como em 2010", disse o presidente do PPS.

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