Mesmo fora da Câmara, Severino faz campanha por Chinaglia

O ex-deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), presidente da Câmara que renunciou em 2005 para evitar a cassação do mandato por quebra de decoro, está em campanha pela eleição de Arlindo Chinaglia (PT-SP). Severino foi acusado de, quando secretário da Câmara, cobrar propinas para renovar concessão de restaurante na Casa.Conhecido como "rei do baixo clero", por representar os interesses dos deputados sem grande força política mas com muito apetite por benesses parlamentares, Severino prevê a vitória de seu candidato. "Não tenho a menor dúvida. Arlindo Chinaglia será o presidente. Ele já está muito consolidado", disse ele, em entrevista ao blog do jornalista Fernando Rodrigues. Severino, que não conseguiu se eleger em outubro, disse que votaria no petista porque Chinaglia tem coragem, independência e não cede às pressões da imprensa. Os votos de Severino em Pernambuco lhe renderam apenas a primeira suplência. Para conseguir voltar, ele precisa que alguém de sua coligação (PP e PSB) saia do Congresso. Apesar das declarações de Severino, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) procurou relacionar o ex-deputado ao adversário Aldo Rebelo (PCdoB-SP). "O grupo de Severino se dividiu", disse, afirmando que o deputado Ciro Nogueira (PP-PI), um dos coordenadores da campanha de Aldo, é ligado a Severino.Durante entrevista coletiva, o candidato petista tentou de várias formas se desvencilhar do apoio declarado do ex-deputado. Em um dos momentos, disse que o apoio de Severino era de "responsabilidade" do ex-deputado que renunciou em 2005 para fugir a processo de cassação de seu mandato, mas depois disse que esse apoio não muda nada na sua campanha. "Os que não são deputados têm direito de expressar opinião, mas não há diferença significativas no processo agora", afirmou o petista.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.