Mesmo com impasse Renan, líderes decidem votar LDO

Oposição não quer que sessão seja comandada por senador, mas ele nega abrir mão

Luciana Nunes Leal

10 de julho de 2007 | 18h03

Os líderes partidários da Câmara deixaram nesta terça-feira, 10, a reunião com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), anunciando a intenção de votar na próxima quinta-feira, em sessão do Congresso, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Para isso, prometeram esforço concentrado na Comissão de Orçamento para os destaques que faltam e, assim, permitir a votação em plenário. Há uma semana existe um impasse sobre a votação da LDO porque a oposição insiste em não aceitar que a sessão do Congresso seja comandada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), investigado no Conselho de Ética da Casa. O peemedebista, no entanto, não mostrou até agora intenção de abrir mão da presidência da sessão. Os líderes partidários concordaram que não há clima político para que Renan presida a sessão. A alternativa será o presidente do Senado convocar a sessão, mas transferir a presidência para o vice-presidente da Câmara, Nárcio Rodrigues (PSDB-MG). "É só a Comissão de Orçamento votar os destaques e votaremos a LDO", disse Chinaglia. "Nunca o presidente do Senado conduziu a votação da LDO. Sempre foi o vice-presidente. Estão todos convencidos que ele (Renan Calheiros) não vai presidir a sessão", disse o líder do PP, Mário Negromonte (BA). Na semana passada, o PPS havia anunciado que faria obstrução na sessão da LDO se Renan quisesse presidi-la.Se o projeto não for aprovado até o dia 17, os parlamentares não poderão iniciar o recesso de julho, que começa no dia 18.

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