Mesa diretora aceita documentos apresentados por Herrmann

Ao decidir pelo arquivamento do processo contra o deputado João Herrmann (PDT-SP), a Mesa Diretora da Câmara considerou satisfatórios os documentos apresentados pelo parlamentar comprovando que dividia ao meio as despesas de um carro blindado com o empresário Ioannis Amerssonis, dono da empresa de transporte aéreo Beta. Herrmann era suspeito de ter recebido pagamentos da Beta, acusada de licitação fraudulenta nos Correios. A CPI descobriu que, entre março de 2003 e março de 2005, Herrmann recebeu pagamentos mensais de R$ 3 mil da Beta. O deputado esclareceu, porém, que se tratava da parte de Ionnis na divisão das contas do carro. Segundo integrantes da Mesa Diretora, Herrmann apresentou extratos de sua conta bancária mostrando saldo de até R$ 1 milhão em conta corrente. O deputado tentava, com isso, mostrar que tem renda pessoal elevada e não teria motivos para receber R$ 3 mil da empresa em troca de qualquer benefício. "Não houve dúvidas sobre os argumentos do deputado de que ele e o empresário dividiam as contas do carro blindado. Ele apresentou notas fiscais em que até os centavos mostram a divisão ao meio das despesas", disse o vice-presidente da Câmara, José Thomaz Nonô (PFL-AL).

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