Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Mercosul vai discutir política macroeconômica para região, diz Lula

Depois de oito dias de viagem pela Europa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que os países do Mercosul - bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai - vão criar um instituto monetário para discutir políticas macroeconômicas para a região. "Queremos seguir os mesmos passos da União Européia e, quem sabe, chegar um dia a sonhar com uma moeda única", disse o presidente. "Nós, no governo, não queremos fazer nenhuma aventura nem dar um passo maior do que aquele que as nossas pernas permitem." Falando por metáforas, Lula disse ser daqueles que preferem andar devagar e sempre a caminhar depressa e "dar dois passos para a frente e cinco para trás". Na sua avaliação, o Mercosul só não avançou, até agora, por causa de um "pequeno erro" cometido na sua formação: o bloco foi planejado para ser muito comercial e não foram criadas instituições que lhe pudessem dar solidez.Lula também apontou o que chamou de "grande equívoco" ocorrido na gestão de Fernando Henrique Cardoso. Lembrou que, durante algum tempo, os dois países principais do Mercosul, Brasil e Argentina, trabalhavam com uma moeda que não era verdadeira, porque o Real nunca valeu um dólar e o peso também não. "E, quando as moedas voltaram ao seu valor normal, houve um problema. Quando desvalorizamos o Real, a Argentina sentiu um impacto muito grande. Tivemos uma prejuízo com essa supervalorização das nossas moedas, o que diminuiu muito as exportações", afirmou. O presidente contou que chegou a perguntar a Fernando Henrique por que o Brasil não fizera um acordo com a Argentina para a desvalorização conjunta. "Ele me respondeu que tentou, mas os argentinos não quiseram." Lula garantiu ainda que o Brasil não trabalha para liderar o Mercosul. "Não queremos que nenhum país da América do Sul imagine que o Brasil quer ter a hegemonia. Não queremos uma relação de hegemonia e, sim, de parceria", concluiu.

Agencia Estado,

16 de julho de 2003 | 20h53

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.