André Dusek/ESTADÃO
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Mercadante usou turbulência na China para reforçar discurso contra pautas-bomba

Ministro da Casa Civil afirmou que o Brasil ainda não havia sentido o impacto do desequilíbrio da economia chinesa, e que, por isso, era preciso um esforço de todo o Congresso para que novas medidas que pressionam o ajuste fiscal não sejam aprovadas

Isadora Peron e Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

25 de agosto de 2015 | 20h47

Brasília - O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, usou a turbulência nas bolsas da China para fazer um novo apelo aos líderes da base aliada na Câmara para que eles evitem a aprovação das chamadas pautas-bombas que aumentam os gastos do governo.

Durante reunião com os deputados e o vice-presidente Michel Temer, nesta terça-feira, 25, o ministro mostrou preocupação especialmente em relação aos reajustes que vêm sendo aprovados para categorias, como os servidores do Judiciário, e disse que o Congresso não pode dar sinais equivocados ao mercado neste momento, segundo relatos de participantes ao Broadcast Político.

Mercadante afirmou que o Brasil ainda não havia sentido o impacto do desequilíbrio da economia chinesa, e que, por isso, era preciso um esforço de todo o Congresso para que novas medidas que pressionam o ajuste fiscal não fossem aprovadas.

Na segunda-feira, as bolsas em todo mundo registraram fortes baixas depois da queda nas ações chinesa. Nesta terça, o país asiático anunciou uma série de medidas para tentar reverter a situação.

"O governo tem sido prudente e tem tomado as medidas necessárias para o País enfrentar essa situação. E isso significa equilíbrio das contas públicas. Esse esforço vai ter que fazer sistematicamente considerando a situação do mercado internacional", disse a presidente Dilma Rousseff em entrevista ao Estado e outros dois jornais nesta segunda-feira (24). 

"Só levantei a China como exemplo. Não estou levantando a China para falar que amanhã tem uma catástrofe. Estou dizendo que tem uma situação de desaceleração internacional e vamos ter de que saber lidar com ela", afirmou Dilma.

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