Mercadante usa TV para rebater críticas de Alckmin

O candidato do PT ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante, usou na noite de hoje 3min30s dos 4min16s que tem direito no horário eleitoral gratuito para rebater críticas dos adversários sobre a sua atuação no Senado Federal. Na última semana, o programa do PSDB acusou o petista de ter faltado em sessões parlamentares que destinaram recursos de empréstimos para o metrô de São Paulo. Na inserção exibida na TV, Mercadante acusou o oponente tucano, Geraldo Alckmin, de utilizar "tática rasteira" e de "apostar na confusão". "Ele (Alckmin) sabe, por exemplo, que esse tipo de empréstimo é aprovado em votação simbólica e que, mais importante que a votação, são os acordos das lideranças que acontecem dias antes", afirmou o petista. "E eu coordenei todos esses acordos", alegou.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

10 de setembro de 2010 | 21h45

No início da propaganda, o candidato assegurou que na legislatura atual "participou ativamente" de 36 empréstimos para o metrô, para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e para obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014. Mercadante afirmou que só faltou em três sessões, duas delas por motivos médicos e uma porque participou do lançamento de sua candidatura ao Palácio dos Bandeirantes. "Mas mesmo assim tive participação decisiva como líder do governo, deixando tudo acertado em Brasília", justificou. A propaganda do PT mostrou, inclusive, trecho da sessão de 8 de maio de 2008, na qual o PSDB acusou Mercadante de não ter comparecido.

Nela, o senador Romeu Tuma (PTB-SP), na presidência interina do Senado, elogiou a atuação do petista, o qual estava presente no plenário, na aprovação do empréstimo. Mercadante também acusou Alckmin de ter construído poucos quilômetros de metrô entre 2003 e 2006, durante a sua gestão como governador. "Não é com esse tipo de ataque que o meu adversário vai esconder que só fez 2,6 quilômetros de metrô de 2003 a 2006", criticou o petista. "O que equivale a 650 metros por ano. É uma voltinha no quarteirão", continuou. No final da inserção, o PT voltou a mostrar 13 motivos para que os eleitores votem no candidato petista.

O programa do PSDB foi apresentado após o do PT e continuou a alegar que Mercadante faltou na sessão do dia 08 de maio de 2008. "Onde você estava senador?", questionou o locutor. A propaganda veiculada na noite de hoje priorizou o tema saúde, listando uma série de iniciativas do PSDB realizada à frente do Palácio dos Bandeirantes. A inserção mostrou realizações como a construção de AMEs, a implementação da Rede Lucy Montoro e a rapidez na realização de exames médicos na rede pública. Num eventual governo, Alckmin prometeu construir e ampliar o número de hospitais no Estado e construir unidades da rede Lucy Montoro em São José dos Campos, Jaú e Marília. A inserção do PSDB também fez críticas às gestões anteriores do PSDB, dizendo que o ex-governador Mário Covas (PSDB) pegou o sistema de saúde "parado" e "sem reformas".

O candidato do PSB, Paulo Skaf, pediu para que os eleitores confiem nele como fizeram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002 e disse que São Paulo precisa de gente que tenha "coragem". "Sou um cara experiente e posso melhorar o nosso Estado", garantiu. "Ou você acredita nisso ou vota no Mercadante e no Alckmin", provocou. Celso Russomanno, do PP, ocupou o seu programa com críticas ao sistema de transporte em São Paulo e propôs um desafio ao candidato Geraldo Alckmin. "Pergunte ao candidato do PSDB se ele já andou em transporte público em horário de pico", afirmou. Fábio Feldman, do PV, voltou a destacar a importância de estimular as empresas e as pessoas a seguirem uma economia criativa que "recicle, invente e crie".

No programa do PCB, o candidato Igor Grabois disse que o Estado tem uma dívida com "aqueles que lutaram contra a ditadura" e pediu punição aos torturadores e a abertura dos arquivos do regime militar. Anaí Caproni, do PCO, criticou a proposta de reposição salarial em negociação pela empresa com trabalhadores dos Correios, chamando-a de "humilhante". Paulo Bufalo, do PSOL, acusou o agronegócio de transformar São Paulo em um "imenso canavial" e a candidata a vice-governadora do PSTU, Eliana Ferreira, defendeu mais creches para as crianças e licença maternidade de seis meses obrigatória.

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