Mercadante rebate Serra e diz que PAC está 'em andamento'

Senador diz que recursos para Baixada são só federais; governador disse que programa é 'puro trololó'

Rejane Lima, de O Estado de S. Paulo,

12 de agosto de 2008 | 20h37

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) rebateu nesta terça-feira, 12, as críticas do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Serra afirmou na última terça que o total de investimentos divulgados por Mercadante como recursos vindos do governo federal são "puro trololó" e que "o grosso do PAC são investimentos de Estados e municípios". Ambos participaram de um mesmo evento para o setor portuário na segunda-feira no Guarujá, porém, o senador proferiu palestra durante a manhã e o governador, à tarde. Veja também:Investimento de R$ 100 bi do PAC é 'puro trololó', diz SerraO balanço do PAC "Assim como o então candidato José Serra disse que o Brasil viraria uma Argentina e não virou, que o Brasil não cresceria e está crescendo e que o Bolsa-Família era Bolsa-Esmola, é não é, e mudou o discurso vai ter que mudar também o aspecto desse discurso", afirmou Mercadante, argumentando que o PAC está em pleno andamento. De acordo com o senador, o governo federal assinou convênio com todas as prefeituras da Baixada Santista e importantes projetos nas áreas de saneamento básico e habitação já estão em andamento. "São convênios de R$ 3,2 bilhões", rebateu Mercadante, que ficou indignado ao ler matéria no estadao.com.br com a declaração de Serra de que dos R$ 2,6 bilhão de investimentos do PAC em habitação na Baixada Santista, R$ 1,8 bi são do governo estadual. "Eu acho que é uma forma de apequenar a relação entre os entes federados", ponderou o senador, que ressaltou as obras do PAC para melhorar a infra-estrutura do Porto de Santos. "Os projetos estão todos em andamento. A obra da avenida perimetral da margem direita do porto está em fase de construção, da margem esquerda em fase de licitação e também tem a dragagem do canal", disse Mercadante, em nova polêmica sobre a dragagem de aprofundamento do canal do estuário do porto. De acordo com o petista, ele mesmo foi o relator da Medida Provisória (MP 393/97) que instituiu o Programa Nacional de Dragagem Portuária e Hidroviária, que possibilitou a autorização do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) para a obra. Na véspera, Serra afirmou que estava preocupado com as questões que envolviam a profundidade do porto e por conseqüência o desenvolvimento do Comércio Exterior. O governador disse que o volume de sedimentos retirados do fundo do canal não aumentou de 400 mil para 700 mil metros cúbicos porque a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) não teria apresentado os documentos necessários para a autorização da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb). Informação rebatida pela Diretoria da Codesp, que afirmou no mesmo dia que havia acertado todas as pendências para o Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental (DAIA) dentro do prazo estabelecido. Cetesb e DAIA são dois órgãos distintos vinculados a Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

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