Mercadante rebate na TV ataque de Alckmin sobre metrô

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, rebateu as críticas do PSDB sobre sua ausência, no Senado, na votação de um financiamento de US$ 1 bilhão para a expansão do metrô paulistano. Na propaganda eleitoral gratuita na tarde de hoje, Mercadante confirmou a ausência, mas disse que coordenou a negociação entre os líderes partidários que permitiu a aprovação do empréstimo. O petista disse que, ao fazer "esse ataque", o PSDB tenta esconder o fato de que fez apenas 2,6 quilômetros de metrô de 2003 a 2006. "Não fez por lentidão", afirmou, prometendo a construção de 30 quilômetros até 2014.

AE, Agência Estado

13 de setembro de 2010 | 14h48

No programa do candidato Geraldo Alckmin (PSDB), a ausência de Mercadante na votação voltou a ser destacada. Um locutor disse que o petista "tenta iludir o eleitor" com as explicações. Já Alckmin não falou sobre o assunto e fez uma longa apresentação sobre projetos na área de saúde. Ele mostrou obras iniciadas pelos ex-governadores Mário Covas e José Serra (PSDB), candidato a presidente, ou na gestão anterior de Alckmin no governo.

"A saúde em São Paulo tem rumo. Sabemos para onde ir", disse. Até 2011, por exemplo, Alckmin prometeu que o Estado terá 17 clínicas ou hospitais do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro - hoje há três na capital e dois, no interior.

Já o candidato Fabio Feldman (PV) anunciou que sua proposta para a área de segurança pública é "tolerância zero" para combater o tráfico de drogas e a criminalidade em São Paulo. O candidato Celso Russomanno (PP) pediu que as eleitoras sejam voluntárias de sua campanha eleitoral, ponderando que recebe poucas doações, mas disse que "o povo é mais forte que todo o dinheiro do mundo".

Para o candidato Paulo Skaf (PSB), o povo de São Paulo quer mudar. "Mudar significa experimentar uma coisa diferente e, para isso, é preciso um pouco de coragem", afirmou. O candidato Paulo Bufalo (PSOL) criticou o que chamou de "farra dos pedágios" em São Paulo, destacando o número de praças de pedágio e os valores cobrados, e prometeu reestatizar a exploração das estradas.

Já Igor Grabois (PCB) criticou a "privatização" da saúde no Estado, propondo que a gestão de todo o sistema seja estatal. A candidata Anaí Caproni (PCO) exibiu o mesmo programa da sexta-feira, em que critica a proposta de reajuste salarial oferecido pelos Correios para os empregados, em processo de negociação.

Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu votos para a candidata a senador Marta Suplicy (PT), lembrando a trajetória deles na construção do PT e a gestão da petista na cidade de São Paulo. "Nunca vou esquecer o primeiro CEU (Centro Educacional Unificado) que visitei na zona leste. O CEU é fantástico." Já Marta prometeu levar para o interior do Estado esse modelo de escola.

Ao término do programa, a petista desejou votos de rápida recuperação para o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que renunciou à candidatura ao Senado na semana passada porque está com câncer na próstata. Apesar da desistência, o PMDB voltou a exibir hoje o programa eleitoral de Quércia.

Lula também apareceu no programa do candidato Netinho de Paula (PCdoB), com imagens de um comício, onde o presidente disse que, se o eleitor dos Estados Unidos "acordou" e votou em um negro (Barack Obama), o eleitor "tem de acordar e votar num negro para o Senado". Netinho elogiou o trabalho de Lula, dizendo: "Precisou de um mano da periferia para tirar 24 milhões da pobreza."

Já o candidato Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) prometeu "lutar para trazer verba federal" para que Alckmin dê continuidade ao plano de expansão do transporte público paulista. Ele propôs que parte dos recursos arrecadados com a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) dos combustíveis seja destinada ao financiamento do transporte público. O programa exibiu Alckmin pedindo votos para Aloysio.

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