Mercadante provoca FHC e critica Serra

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) questionou hoje em Campinas a ausência do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso das campanhas municipais do PSDB. "Onde está o Fernando Henrique Cardoso. Há 47 dias de campanha que ele não aparece", provocou o senador. Ele defendeu que, embora as eleições sejam municipais e "fundamentalmente locais", as cidades "precisam mais do governo federal que do estadual". "A oposição não discute política nacional? Por que Fernando Henrique não aparece?", insistiu Mercadante. E continuou provocando ao responder a si mesmo: "Ele não aparece no horário político porque os candidatos do PSDB não querem. Ninguém quer associar sua imagem à dele. Já no PT a briga é como fazer para o Lula aparecer". O senador acrescentou que o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sido "decisivo" nas campanhas petistas. Embora tenha atacado repetidas vezes o governo de Fernando Henrique Cardoso nos últimos dias, e apesar das manifestações de Marta Suplicy (PT) contra José Serra (PSDB) em São Paulo, que chamou o adversário de "nefasto", Mercadante afirmou que o PT não endureceu o discurso. Segundo o senador, o partido está fazendo debate político, apresentando dados e propostas. Sobre o ataque de Marta, argumentou que ela "expressou seu sentimento como candidata" e que isso "faz parte da disputa política". Aproveitou para reforçar a artilharia contra Serra, argumentando que ele ainda não apresentou seu programa de governo para São Paulo. Mercadante esteve em Campinas para participar de uma caminhada com o candidato do PT Luciano Zica pelas principais ruas do centro. Afirmou que o PT tem grandes chances de vitória ou de estar no segundo turno nos 350 municípios paulistas onde tem candidato a prefeito. Segundo ele, Marta deverá superar Serra nas votações já no primeiro turno. O senador garantiu ainda que estará "direto" em Campinas para apoiar Zica no segundo turno, acreditando na ascensão do candidato, que passou boa parte da campanha derrapando em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de votos e se aproximou um pouco mais do segundo colocado, o PDT, nas últimas semanas. PSDB e PT repetirão a dobradinha em Campinas no segundo turno este ano, apostou Mercadante. "O PT está chegando na reta final em crescimento. O quadro geral é de ascensão das candidaturas. O partido nacionalizou e interiorizou, deixando de ser frágil nas médias e pequenas cidades", defendeu o senador. Os petistas, conforme ele, já estão definindo estratégias de alianças para o segundo turno. "Mas os contatos formais somente ocorrerão depois do primeiro turno", alegou Mercadante. Ele disse que os ministros e petistas de alto escalão deverão apoiar os candidatos do partido que estiverem disputando as eleições no segundo turno, mas se esquivou de falar sobre a participação de Lula na campanha. "O Lula tem a função fundamental de presidir o País. Como atuar na campanha compete a ele, que tomará a melhor decisão".

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