Mercadante propõe ação conjunta entre polícias civil e militar em SP

Em visita a Campinas, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, defendeu mudanças no sistema de segurança pública do Estado e criticou a gestão tucana na área de segurança pública pronpondo, em reunião com lideranças da região, trabalho em parceria entre as policias civil e militar. Afirmou também que "é preciso investir primeiro no policial". Mercadante chegou às 17 horas, acompanhado dos dois candidatos ao Senado de sua chapa, Netinho de Paula (PC do B) e Marta Suplicy (PT). Compareceram ao encontro cerca de 300 pessoas entre prefeitos, deputados e militantes das 11 siglas da coligação.

ROSE MARY DE SOUZA, ESPECIAL PARA A AE, Agência Estado

17 Julho 2010 | 19h29

Mercadante criticou a atual política de segurança do Estado, salientando que falta estrutura. "O crime organizado em São Paulo tomou conta dos presídios, gerando situação de insegurança como demonstram todos os indicadores", disse o candidato petista, mencionando "aumento de homicídios e roubos". Segundo ele, está instalada uma "crise de segurança na nossa região de Campinas, crise nas delegacias, e a própria base do governo já está questionando essa situação".

Para Mercadante, "é preciso investir primeiro no policial". "O salário do policial em São Paulo é um pouco mais da metade do que recebe um policial do Recife, do Piauí". Em sua avaliação, será preciso unir as Polícias Militar e Civil e receber ajuda da Polícia Federal para reduzir os índices de insegurança.

O delegado afastado da Polícia Federal e candidato a uma vaga no Congresso Nacional pelo PC do B, Protógenes Queiroz, foi convidado a ocupar a mesa e sentou ao lado do presidente do PT, Edinho Silva.

Ao ser saudado por Netinho de Paula por "São Paulo, avante, confirme em Mercadante", o candidato se desculpou pelo atraso de mais de três horas, justificando a agenda com a presidenciável Dilma Rousseff - que ocupou boa parte do tempo em Jales, interior de São Paulo. Em seu discurso de saudação, Marta Suplicy se dirigiu a plateia salientando que São Paulo terá a governança "um negro de esquerda".

Também compareceram o ministro da Justiça, Luis Claudio Barreto, delegados da Polícia Federal e entidades de classe das polícias, entre elas: Sindicato do Sistema Prisional de São Paulo, Associação dos Policiais Rodoviários de São Paulo, Associação de Praças e Soldados, Sindicato dos Policiais Civis de Campinas.

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