Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Mercadante pede que Congresso aprove alteração da meta fiscal e defende volta da CPMF

Ministro da Educação afirmou que investimentos da área serão interrompidos caso parlamentares não aprovem alteração na meta; votação está prevista para esta terça

Júlia Lindner, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2015 | 18h35

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira, 24, que os investimentos da área que comanda serão interrompidos caso o Congresso não aprove a alteração da meta fiscal, em sessão conjunta da Câmara e do Senado marcada para esta noite.

"Espero que os deputados e senadores pensem nos estudantes antes de votar", pediu Mercadante, durante entrevista coletiva, na qual demonstrou preocupação. "Se o Estado brasileiro, faltando um mês e meio para concluir o ano, tiver que cortar R$ 107 bilhões de reais do orçamento, temos que parar tudo, no que diz respeito à Educação. É absolutamente inviável", completou.

O Palácio do Planalto montou uma operação para garantir a presença dos parlamentares da base aliada para aprovar esta semana a mudança da meta fiscal de 2015. A batalha na votação será tamanha que alguns integrantes do governo esperam votar a proposta no Congresso após dois dias de embates. 

A mudança autoriza o governo a ter um déficit de até R$ 119,9 bilhões neste ano. A meta inicial era fechar o ano com as contas públicas superavitárias em R$ 55,3 bilhões. Devido à frustração de recursos, o governo foi obrigado a revisar a meta.

"Espero que o Congresso aprove a alteração na meta e, mais do que isso, garanta receita para o ano que vem, para que a gente possa continuar investindo na Educação", afirmou Mercadante. 

Durante a instalação do fórum permanente para acompanhamento da atualização progressiva do valor do piso salarial nacional para os profissionais do ensino público, o ministro também defendeu a volta da CPMF. 

"Nesse momento é indispensável que esse imposto, mesmo que temporariamente, volte ao Brasil", afirmou. Segundo o ministro, o País deve fazer um sacrifício para melhorar a receita. "Com isso, eu acho que tanto para os prefeitos, quanto para os governadores, como para o governo federal, nós teremos melhor educação e mais avanços na saúde." 

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