Mercadante faz contas e diz que ganha o governo paulista

O senador Aloizio Mercadante, pré-candidato ao governo paulista, afirmou na noite de sexta-feira, em Ribeirão Preto (SP), que, se perdesse 3 milhões dos votos conquistados nas eleições de 2002, ainda assim terminaria na liderança no primeiro turno à sucessão do governador Geraldo Alckmin, em 2006. Nos cálculos de Mercadante, o fato de ele ter tido uma vantagem de 3,3 milhões de votos em comparação à votação do próprio Alckmin nas últimas eleições o credencia a disputar a sucessão do governador paulista. "Mas não vou perder esses votos e vou trabalhar nesse Estado, porque acho que nós temos condições de ganhar essas eleições", disse. Ele não citou, no entanto, que Alckmin era candidato ao governo e ele ao Senado. O petista esbanjou confiança e apelou à estatística ao comentar o desempenho do outro adversário seu à época, e também agora, o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), que lidera as pesquisas de opinião à sucessão de Alckmin. "Para o Senado, ele (Quércia) era líder. No entanto, quando terminou a campanha eu tinha 10,5 milhões de votos e ele tinha 5,5 milhões", disse Mercadante, que encerrou em Ribeirão Preto uma série de visitas nas cidades vizinhas. O senador considerou legítimo, com o fim da verticalização nas coligações em 2006, a candidatura do PMDB ao governo paulista, mas disse não acreditar que essa será a tendência em outros estados. "Estou otimista com o potencial de aliança (do PT) nos estados como PMDB", avaliou. O senador voltou ainda a comparar os três anos do governo Lula com os oito anos de mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o que, segundo ele, é tudo que a oposição não quer. Como o próprio Lula já fez, Mercadante comparou ainda o atual cenário político ao enfrentado pelos ex-presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Na opinião do senador, apesar de Vargas ter criado a Petrobrás, o BNDES, o salário mínimo, entre outras e Kubitschek ter construído Brasília e impulsionado as indústrias automotiva e pesada, os dois foram perseguidos pela elite por pequenos erros. "Os erros que nós cometemos não vão ofuscar o que fizemos nesses três anos", previu. Mercadante se esquivou quando indagado pelos jornalistas se colocaria a mão no fogo pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, no período em que este governou Ribeirão Preto. "A expressão cada um usa como quer. Eu tenho toda a confiança no Palocci à frente do ministério da Fazenda, ele tem todo o meu apoio, não só meu como o do presidente Lula e da base parlamentar", disse.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.