Mercadante e Alckmin voltam a juntar imagens às de Lula e Serra na TV

O presidente aparece recomendando o nome do ex-senador para ocupar cargo no governo; do lado tucano, Alckmin citou várias vezes o nome de Serra

Daniel Galvão, da Agência Estado

18 de agosto de 2010 | 15h10

SÃO PAULO - Os candidatos a governador de São Paulo Aloizio Mercadante (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) voltaram nesta quarta-feira, 18, a unir as próprias imagens às do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do candidato a presidente José Serra (PSDB) na publicidade eleitoral gratuita da campanha estadual, que foi ao ar às 13 horas pela televisão. A mesma estratégia havia sido adotada na publicidade eleitoral de rádio, de manhã.

 

Embora não tenha aparecido nas imagens, Serra foi citado por Alckmin, que também evitou críticas à oposição. "Para que você tenha mais oportunidades, vamos ajudar o País e o presidente José Serra fazendo as grandes obras que geram emprego para as pessoas", afirmou. O candidato do PSDB a governador de São Paulo mencionou projetos realizados pela legenda, entre eles o Bom Prato, de refeições a um real, e o Dose Certa, que oferece 67 tipos de remédios de graça para pacientes. Mencionou as novas estações e linhas do metrô, a recuperação de 8 mil quilômetros de estradas vicinais e a construção do Rodoanel Mário Covas. "O Serra implantou e o Geraldo vai ampliar", afirmou o narrador.

 

Alckmin também não esqueceu o padrinho político, o ex-governador Mário Covas, que morreu em 2001. A propaganda do partido referiu-se ao candidato do PSDB a governador como "o vice do saudoso Mário Covas". "Quando Covas morreu, o Geraldo assumiu São Paulo e seguiu em frente com obras, empregos e programas sociais", lembrou o locutor.

 

Já a propaganda de Mercadante mostrou Lula pedindo votos. "Eu gostaria muito que você depositasse no Mercadante a mesma confiança que depositou em mim. Estou cada vez mais convencido de que, assim como mudamos o Brasil para melhor, o Mercadante vai conseguir fazer o mesmo para São Paulo", disse o presidente.

 

O candidato do PT a governador de São Paulo enalteceu os feitos do governo federal e criticou a gestão tucana no Estado. De acordo com Mercadante, o PT trabalhou na administração federal "com muita convicção, determinação, superando as dificuldades, os erros". "O País tem hoje planejamento", disse, para emendar: "São Paulo, o Estado mais rico da Federação, não tem estado em sintonia, não tem estado à frente do Brasil nesse processo, tem sido puxado pelo Brasil, mas não liderado, como é a vocação histórica." Segundo ele, São Paulo perde participação na economia nacional e as dificuldades agravam-se. "Como no direito de ir e vir, em que se perde mais de duas horas no trânsito", declarou. Mercadante julgou que "aqueles que governam São Paulo há 16 anos não foram capazes de pensar no futuro; falta competência para fazer as coisas benfeitas".

 

Skaf

 

O presidente também foi citado na mensagem do candidato Paulo Skaf (PSB). Ele lembrou que fez parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), a convite de Lula. Skaf acrescentou que decidiu ser candidato por sugestão dele. "Sempre fui muito crítico aos políticos, até que o Lula me disse: 'Skaf, não adiante reclamar dos políticos, você tem de entrar na política e fazer diferente'", contou.

 

O candidato Celso Russommanno (PP) centrou as críticas ao governo de São Paulo. "Vou defender você, cidadão, dos péssimos serviços do governo, como transporte, saúde e educação." Fábio Feldmann, do PV, defendeu o desenvolvimento sustentável e com responsabilidade. O candidato Paulo Bufalo (PSOL) pediu o voto na "coerência". Pelo PCB, o candidato a presidente Ivan Pinheiro pediu votos para o aspirante da sigla a governador, Igor Gabrois. A candidata do PCO, Anaí Caproni, preferiu criticar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter transformado "a eleição numa farsa", ao proibir, de acordo com ela, entre outras coisas, o humor no horário eleitoral. Já o PSTU apresentou o candidato a governador Luiz Carlos Prates, o Mancha, como socialista e o que combate o racismo.

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