Mercadante diz que programa nuclear continua inalterado

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse hoje que possíveis mudanças no programa nuclear brasileiro dependem da definição de "novos protocolos internacionais de segurança", que certamente serão firmados depois da tragédia no Japão. Ao mesmo tempo, defendeu mais investimentos em outras fontes de energia.

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

17 de março de 2011 | 18h11

"Felizmente somos um país que tem alternativas. Nosso potencial hidrelétrico está sendo utilizado, estamos avançando para aumentar eficiência energética da cana, temos grande potencial para energia solar e eólica. Acompanhamos com muita atenção o que acontece no Japão e que certamente vai gerar um grande debate sobre o futuro da energia nuclear. Novos protocolos surgirão e o Brasil vai sempre exigir todo rigor do ponto de vista de segurança", disse Mercadante, em aula inaugural na Coppe-UFRJ.

O plano brasileiro prevê a inauguração de quatro novas usinas nucleares até 2030, além de Angra 3, já em construção. Embora tenha dito que a energia nuclear sempre oferece algum tipo de risco, Mercadante afirmou que as usinas de Angra 1 e 2 "têm margem de segurança muito importante" e lembrou que nenhum problema foi constatado nas duas unidades durante as inundações que atingiram Angra dos Reis no início do ano passado.

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