Mercadante diz que pode manter pedágio e reduzir tarifas

O candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo, Aloisio Mercadante, esteve hoje em Ibitinga (SP), onde voltou a defender a proposta de rever as tarifas de pedágio. Mercadante defendeu baixar as tarifas mesmo que seja "necessário prorrogar o prazo de concessão", afirmou. Ele disse que, se eleito, irá transferir chefes do crime organizado para presídios federais e defendeu a necessidade de "interiorizar o desenvolvimento" para geração de mais empregos.

LUIZ HENRIQUE ANDRADE, Agência Estado

09 Julho 2010 | 16h19

"Precisamos interiorizar o desenvolvimento. Precisamos investir mais no interior, gerar mais emprego. Hoje, os pedágios são um dos obstáculos, o que encarece demais as atividades econômicas, prejudicam o comércio, o turismo e a vida no interior", falou, lembrando as tarifas que teve de pagar ao sair da capital paulista em direção ao interior do Estado.

Ele sugeriu o que chamou de "pedágio do futuro", quando o usuário paga por quilômetro rodado. "Nós vamos ter que renegociar com as empresas para reduzir tarifa. Se necessário, prorrogar o prazo de concessão para ter tarifa mais baixas e, a médio prazo, substituir o sistema atual pelo pagamento do quilômetro efetivamente rodado. O ''Sem Parar'' é o pedágio do futuro, ou seja, um pedágio que mantém a qualidade das estradas e investimentos, mas que não haja esse abuso."

Segurança

Mercadante apontou a segurança como um dos maiores problemas do Estado, e a revisão do sistema prisional é o principal ponto para que não haja um colapso na área, segundo ele. O candidato sugeriu separar os presos por grau de periculosidade - primários, reincidentes não perigosos, perigosos e chefe do crime organizado. "O chefe do crime organizado tem que ser levado para presídio de segurança máxima. Tem 4 mil vagas no sistema federal, e nenhum preso de São Paulo foi encaminhado para lá. No meu governo, vão sair de São Paulo e vão para o presídio de segurança máxima."

O candidato também aproveitou a visita à cidade para elogiar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Percebi um clima de muito otimismo dos lojistas, que vai trazer um excelente resultado e é um desdobramento deste desenvolvimento econômico extraordinário que o Brasil vive."

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