Mercadante diz que governo não quer perseguir o passado

O líder do Governo no Senado, senador Aloízio Mercadante (PT-SP), disse hoje que a decisão do PT de não apresentar o pedido de abertura de CPI para investigar remessas ilegais de US$ 30 bilhões ao Exterior foi tomada para sinalizar que o governo não quer perseguir o passado, ?não quer ser revanchista." As assinaturas necessárias para apresentação do pedido de CPI já haviam sido recolhidas pela senador petista Ideli Salvati (SC). Mercadante procurou deixar claro que a decisão de não apresentar o pedido de CPI não significa que haja integrantes do governo envolvidos no caso. "(As denúncias) não dizem respeito ao governo do PT", afirmou o líder. Acrescentou que, mesmo assim, pelo fato de o partido ser intransigente com a ética, o governo está tomando as providências e ordenou à Polícia Federal que retome as investigações. Segundo Mercadante, essa decisão do governo ficou clara na reunião de hoje dos líderes partidários, em que todos concordaram em adiar a CPI em troca da garantia de que as investigações da PF irão a fundo. "Se as investigações (na PF) não avançarem, vamos criar a CPI como instrumento complementar", completou.Anteontem, o senador Antero Paes de Barros recolheu novamente assinaturas para a criação da CPI, no total de 37. Entre os signatários do novo pedido está o líder do PSDB, Arthur Virgílio Neto (AM), que hoje, na reunião, voltou atrás e concordou com o adiamento. Hoje o senador Paes de Barros afirmou que Virgílio fez "uma concessão desnecessária" ao PT.

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