Clayton de Souza/AE
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Mercadante diz que 'estranhou' postura de relator

Ministro da Educação fez questão de polemizar com Barbosa, mesmo não tendo sido citado por ministro

Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2012 | 20h51

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, criticou a forma "superficial" como o relator do processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, sugeriu que a rapidez com que o Congresso aprovou a votação do marco regulatório do setor elétrico seria a comprovação de que houve compra de votos pelo PT para aprovar medidas no Legislativo. "É preciso ter respeito entre os Poderes, reconhecer o mérito legislativo e conhecer como se constrói um consenso entre os partidos", desabafou Mercadante que, no início de 2004, quando o processo tramitou no Congresso, era líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado.

Mercadante lembrou ainda que todos os senadores da época, fossem eles oposição ou governo, "podem testemunhar" que houve transparência nas discussões e que se elas se travaram "sobre mérito", em sua sala, no Senado, inclusive com a presença da então ministra das MInas e Energia, Dilma Rousseff.

"Foi uma negociação de mérito e votamos, governo e oposição, por unanimidade, porque havia consciência da urgência e relevância da aprovação do texto, já que poderia ocorrer um apagão", afirmou o ministro da Educação que, mesmo não tendo sido citado por Barbosa, fez questão de polemizar com o ministro do STF. Ele disse que "estranhou" a postura de Joaquim Barbosa. "Como se pode tratar de uma matéria destas, que foi objeto de debate rigoroso e fruto de entendimento total, com a ligeireza e superficialidade que foi dada ao caso?", disse ele, ao pedir "uma avaliação mais cuidadosa antes de se fazer uma afirmação como esta". Mercadante lembrou ainda que todos os senadores da época, fossem eles oposição ou governo, "podem testemunhar isso porque houve transparência nas discussões".

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