Mercadante diz não trabalhar com cenário de Marta fora do PT

Ministro da Casa Civil destacou que senadora 'é um quadro importante' do partido no Congresso

Rafael Moraes Moura e Laís Alegretti, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2014 | 18h31

Brasília - O ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, disse nesta quarta-feira, 12, que não trabalha com o cenário de a ministra da Cultura, Marta Suplicy, sair do Partido dos Trabalhadores, após pedir demissão do atual cargo.

"Eu sou companheiro dela há mais de 30 anos, é um quadro importante para São Paulo e para o Senado Federal, especialmente agora que o Suplicy (Eduardo Suplicy, derrotado nas últimas eleições) não estará mais. Acho que ela tem um papel muito importante no debate do Senado, tenho certeza que ela cumprirá isso", comentou Mercadante, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

"Nosso partido tem raízes profundas, ela (Marta) participou de toda essa construção, eu não trabalho com esse cenário (de Marta sair do PT)."

Para assessores palacianos, a atitude de Marta - de entregar uma dura carta de demissão enquanto a presidente Dilma Rousseff estava fora do País - foi vista como uma sinalização de que ela pode se desligar do PT para se filiar ao PMDB, caso a sigla não lhe permita disputar uma prévia com o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, na definição do candidato petista que disputará as eleições municipais de 2016.

Mais cedo, o presidente da República em exercício, Michel Temer, disse que não sabe "ainda" se a senadora licenciada por São Paulo pode se filiar ao PMDB. O marido de Marta, o empresário Márcio Toledo, é amigo de Temer.

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