Mercadante desiste de renunciar à liderança do PT no Senado

Senador paulista diz que PT errou, mas que não pode dizer não a um pedido de Lula e decide ficar no cargo

Luiz Raatz, estadao.com.br,

21 de agosto de 2009 | 11h05

O líder do PT do Senado, Aluízio Mercadante, começou a discursar no Senado nesta sexta-feira, 19. Ele desistiu de anunciar sua renúncia ao cargo de líder do partido.

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Acompanhe ao vivo a sessão na TV Estadão:

 

11h29: eu peço desculpas, mas pela minha história com o Lula não posso dizer não ao meu companheiro presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva.

 

11h27:' Meu governo errou, o partido errou e eu errei. '

 

11h26: 'Mais uma vez não tenho como dizer não ao presidente Lula', diz Mercadante, que fica na liderança do PT no Senado

 

11h25: Quero que fique. É um pedido sincero do amigo Luiz Inácio Lula Silva'

 

11h24: 'Companheiro Mercadante, você me expressou sua indignação com a situação do Senado. Respeito sua posição, mas não posso concordar com sua renúncia à liderança da bancada do PT. A bancada e eu consideramos você imprescindível'

 

11h23: Lula me disse muita coisa que mexe com meu coração e com minha vida. E hoje ele me mandou uma carta

 

11h21:  'Este partido num momento de grave crise em 2005 300 mil de militantes se levantaram e no ano seguinte reelegemos o Lula. É essa energia e esta militância que eu quero levantar'

 

11h20: 'Conversei durante cinco horas ontem na Alvorada com o presidente Lula'

 

11h19: Mercadante diz que recebeu pedidos de Dilma, Dirceu, Palocci e de líderes da oposição como o senador Artur Virgilio (PSDB-AM) lhe pediram para que ele ficasse na liderança do PT

 

11h17: 'É um custo político que estamos pagando pela aliança com o PMDB que não pode ser pago'. É muito mais difícil ser líder em condições como esta'

 

11h16: 'Nunca estive neste partido por causa de cargo: O caminho era mudar o país, com ética na política'

 

11h13: 'Nunca passou pela minha cabeça deixar o PT. Sempre fui petista, até  mesmo antes da fundação do PT.'

 

11h12: 'Alguns senadores pediram publicamente que eu ficasse em um momento muito difícil para o partido'.

 

11h10: 'Depois da decisão do Conselho de Ética fiz uma breve reunião com a minha bancada. Minha vontade é deixar a liderança porque não tivemos força para criar um caminho alternativa. Esbarramos no PMDB e no apoio do meu governo e do meu partido. Mas não foi a posição da minha bancada nem a minha posição'.

 

11h09: 'Os atos secretos violam o artigo 37 da Constituição. Tinhamos que nos debruçar sobre isso'

11h07: 'Subo a esta tribuna com o sentimento da frustração de homem público e de líder de uma bancada que lutou com todos os instrumentos para encontrar caminhos alternativos a esta crise", disse.

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