Mercadante deixou petistas 'desamparados', diz Delcídio

Senador do MS admite constrangimento em votar por arquivamento, mas afirma ser 'homem de partido'

Carol Pires, AE

19 de agosto de 2009 | 18h09

O senador Delcídio Amaral (PT-MS) afirmou nesta quarta-feira, 19, que o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), deixou a bancada "desamparada" no Conselho de Ética ao contrariar a orientação do presidente do partido, Ricardo Berzoini (SP), para que os petistas votassem pelo arquivamento das ações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

 

"Um exército forte é feito de um líder forte. Nós nos sentimos desamparados hoje (quarta-feira, 19)", disse Delcídio. Na avaliação de Mercadante, que não é integrante do conselho, arquivar as denúncias e representações contra o presidente do Senado não seria a melhor maneira de tentar solucionar a crise política no Senado.

Delcídio contou que foi combinado, em reunião do PT, que a nota de Ricardo Berzoini seria lida por Mercadante, para anunciar ao Conselho de Ética "uma posição da bancada" em relação às ações envolvendo o presidente do Senado. Em cima da hora, porém, Mercadante desistiu de ler a orientação do diretório nacional e pediu que o senador João Pedro (PT-AM) anunciasse a nota em seu lugar.

"Fiquei constrangido em votar pelo arquivamento das ações", confessou o senador, "mas sou um homem de partido. Ser governo não é só ficar no bem-bom, tem que mastigar o osso", afirmou Delcídio. Foram arquivadas nesta quarta-feira, 19, 11 ações movidas pela oposição contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e uma representação do PMDB contra o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).

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