Mercadante deixa desfile de 7 de setembro sem comentar abertura de inquérito pelo STF

Em nota divulgada domingo, 6, o ministro da Casa Civil afirmou que a tese de que teria recebido doação ilegal na campanha de 2010, quando foi candidato a governador de São Paulo, é "absolutamente insustentável"

Gustavo Porto e Beatriz Bulla, O Estado de S. Paulo

07 de setembro de 2015 | 11h18

Brasília - O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, deixou há pouco o palanque das autoridades que assistiram ao desfile de 7 de setembro, na Esplanada dos Ministérios, sem fazer qualquer comentário sobre a abertura de inquérito pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele. Ao ser questionado sobre o assunto, disse apenas que o que tinha a dizer já foi dito na nota divulgada ontem. 

Na nota de ontem, Mercadante afirmou que a tese de que teria recebido doação ilegal na campanha de 2010, quando foi candidato a governador de São Paulo, é "absolutamente insustentável". Mercadante, juntamente com o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), foi citado pelo empresário Ricardo Pessoa, dona da construtora UTC, em delação premiada. Ele declarou que foram feitos repasses milionários para as campanhas eleitorais de Mercadante ao governo paulista, em 2010, e para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, da qual Edinho Silva foi tesoureiro. O dinheiro também teria sido repassado para a campanha do senador tucano Aloysio Nunes. 

Hoje, Mercadante também não quis falar de reforma ministerial e dos protestos realizados nesta segunda-feira, durante as comemorações do 7 de setembro. Questionado ainda sobre a agenda da presidente Dilma Rousseff, o ministro disse: "isso é com ela". Dilma e Temer já deixaram a Esplanada dos Ministérios.

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