Mercadante defende PT na presidência da Câmara e PMDB no Senado

Esta semana, à revelia do PT, peemedebistas anunciaram a formação de um "blocão" com cinco partidos, que, juntos, seriam donos de 220 das 513 cadeiras da Câmara

Carol Pires, do estadão.com.br

18 de novembro de 2010 | 17h23

BRASÍLIA - O líder do PT, senador Aloízio Mercadante (SP), defendeu, nesta quinta-feira, 18, que os partidos respeitem o princípio da proporcionalidade na escolha dos presidentes do Senado e da Câmara. Ou seja: que o PMDB deveria indicar o presidente no Senado, e o PT escolheria o presidente da Câmara.

 

"Nós somos solução. Não seremos problema na composição do Senado", disse Mercadante, ao final de reunião entre senadores eleitos pelo PT com o presidente do partido, José Eduardo Cardozo. "Nós queremos que seja respeitada a vontade popular. Portanto, a presidência do Senado caberia ao PMDB", completou o senador petista. O PT, segundo ele, quer comandar a primeira-secretaria da Casa, considerado um feudo do DEM.

 

O PMDB ficará com 20 senadores na próxima legislatura, e o PT 13. Na Câmara, o PT tem 88 deputados federais eleitos, e o PMDB, 79.

 

"Achamos que na Câmara a presidência deveria ser do PT, que é a maior bancada", disse o senador, para ponderar: "Se houver qualquer alteração nesse quadro, queremos dialogar também no Senado".

 

PT e PMDB travam uma batalha pela presidência da Câmara dos Deputados. Esta semana, à revelia do PT, peemedebistas anunciaram a formação de um "blocão" com cinco partidos, que, juntos, seriam donos de 220 das 513 cadeiras da Câmara.

 

No Senado, os partidos também negociam a formação de blocos partidários. Mercadante afirma, porém, que a composição desses grupos não alteraria a composição da Mesa Diretoria. O PT, segundo o líder petista, negocia a formação do grupo com o PR, PSB, PCdoB, PRB e PDT. Apenas este último não faz parte hoje do bloco de apoio ao governo.

 

"Não faremos bloco para alterar a proporcionalidade, mas para facilitar a vida das bancadas. Não faremos um bloco para ficar maior do que o bloco do PMDB", disse.

 

O PMDB, em contrapartida, mantém negociações com PP, PSC e PMN. O tamanho das bancadas afetará a indicação dos presidentes das comissões temáticas.

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