Mercadante defende CPMF como tributo de fiscalização

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) rebateu hoje os argumentos da relatora Kátia Abreu (DEM-TO), que propõe o fim da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ao defender a CPMF, Mercadante disse que seria mais que razoável manter a contribuição nem que fosse para permitir a fiscalização da evasão e sonegação fiscal, extinta no relatório.Kátia Abreu interrompeu o discurso de Mercadante e disse que estaria disposta a manter uma pequena alíquota apenas com esse objetivo, desde que todos os senadores aceitassem. O senador petista acrescentou que agora não é conveniente abdicar de uma receita anual de R$ 40 bilhões e fez reparos a simulações apresentadas pela senadora, relativas ao impacto financeiro de um eventual fim da CPMF."É preciso desonerar sim, mas responsavelmente", afirmou. "Se não tivermos responsabilidade pública poderemos perder este momento importante de crescimento do país", afirmou. Ele citou que o país tem US$ 176 bilhões de reservas cambiais acumuladas.O líder do DEM, José Agripino (RN), que antecedeu Mercadante, disse que o fim da CPMF iria beneficiar 190 milhões de brasileiros e que a proposta negociada com a base aliada só irá isentar 30 milhões de pessoas do pagamento do tributo. "Já que vivemos um grande momento econômico, é hora de proteger o cidadão e dar ao Brasil a chance de crescer mais", afirmou, insistindo no discurso de redução da carga tributária. Agripino recomendou voto sim ao relatório da senadora.

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