Mercadante critica continuação da política econômica

O senador Aloizio Mercadante (PT) afirmou, em discurso no plenário, que é contra a continuidade da política econômica do governo. "Essa política econômica não vai permitir o crescimento de 5% da economia ao ano, que é a meta do segundo governo Lula. Não adianta fazer superávit, não vamos chegar ao crescimento de 5%", declarou. O senador disse também que a política econômica do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi fundamental para que se possam fazer mudanças seguras.Afirmou que, hoje, o País vive sem crise cambial e lembrou que a inflação está abaixo dos 4%. "A prioridade, agora, é o investimento". Mercadante defendeu a realização das reformas tributária e previdenciária. Criticou a Comissão de Orçamento por tirar da proposta de lei orçamentária para 2007 o redutor das despesas correntes.O senador petista fez um apelo para que os partidos de oposição, como PSDB e PFL, aceitem dialogar com o governo em cima de uma agenda mínima para o crescimento da economia. "Não temos que continuar aumentando o superávit primário, temos que fazer o ajuste fiscal para aumentar os investimentos", disse. No discurso, o candidato derrotado ao governo de São Paulo, criticando os oposicionistas que defendem reajuste de 16% para aposentados que ganham mais de um salário mínimo, afirmou também: "A eleição acabou, e é importante que as forças políticas desçam do palanque." Mercadante explicou que é favorável ao "novo desenvolvimentismo", com foco no investimento e redução dos gastos correntes do governo . "Como aumentar a taxa de investimento? Primeiro, cortando gastos de custeio, reduzindo os gastos correntes, contendo essa expansão dos gastos correntes, porque o investimento virou variável de ajuste do Orçamento, uma variável de ajuste que hoje representa apenas 0,6% da taxa de investimento do País", observou o petista. "Não é o caminho mais fácil. Mas é mais sólido e consistente. É mais sustentável e promissor. Exigirá sacrifício, mas trará resultados compensatórios", garantiu.

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