Mercadante critica a segurança de SP para atingir os tucanos

Em campanha no interior, o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante, voltou a atacar o PSDB em duas frentes. Neste sábado, em Matão, a 305 quilômetros de São Paulo, ele atribuiu a responsabilidade do "colapso" na segurança aos seguidos governos tucanos no Estado. "Isso é expressão do fracasso da segurança pública depois de 12 anos de administração do PSDB." Na sexta, em Franca, ele tentou nacionalizar a disputa, ao comparar os três primeiros anos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os oito anos do seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Atrás nas pesquisas do pré-candidato tucano à sucessão estadual, José Serra, que, segundo os últimos levantamentos, ganharia hoje já no primeiro turno, Mercadante insistiu nas críticas às administrações do PSDB. "Há carências em investimentos em todos os níveis e a situação da segurança pública é dramática, inaceitável", disse o petista. "Essa crise é muito grave e exige acordo entre todas as esferas, estadual, municipal e federal, e São Paulo deveria ter humildade e buscar essa parceria, pois o governo federal está disposto a ajudar no que estiver a seu alcance."Na palestra que fez na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Franca na noite de sexta-feira, Mercadante disse que a comparação entre os governos de Fernando Henrique e Lula mostra que o País mudou para melhor e que o seu companheiro de partido será reeleito no primeiro turno. "O Lula está como massa de bolo, quanto mais bate, mais cresce", disse Mercadante, referindo-se às últimas pesquisas de intenção de votos.O senador disse que a virtual vitória de Lula no primeiro turno o ajudará na disputa com José Serra. "São Paulo sempre teve segundo turno", afirmou ele, ao final da palestra de cerca de 50 minutos. O petista voltou a ironizar o adversário tucano ao dizer que Serra só pensa "naquilo" - a Presidência da República.Para vencer a disputa, Mercadante aposta nas suas propostas e no que classificou como "discurso transparente".CongressoO petista afirmou que, se eleito governador de São Paulo, pretende priorizar a educação, a geração de emprego e o combate à violência. "A educação é prioritária, São Paulo tem que olhar isso com mais empenho", comentou o senador petista, que também criticou a progressão continuada em vigor. "Essa é a progressão do não conhecimento, um pacto da mediocridade onde o professor finge que ensina e o aluno finge que aprende." Na sexta-feira, em Matão, o pré-candidato participou de um almoço com lideranças regionais do PT. Ele informou que na próxima quarta-feira estará em Brasília para transmitir o cargo de líder de governo ao seu vice-líder, Romero Jucá (PMDB-RR). Mercadante afasta-se da liderança porque, a partir de 10 de junho, será oficialmente o candidato do PT ao governo paulista. "O governo ficou muito satisfeito com o meu desempenho e o presidente Lula manifestou isso publicamente no programa de televisão do PT. Conseguimos aprovar as matérias importantes que interessavam, negociando, argumentando e dialogando com bom senso com a oposição e sem denúncias de irregularidades em nosso desempenho", comentou o senador, dizendo que conseguiu respeito de seus colegas senadores. O senador se disse satisfeito com o trabalho que desempenhou no Congresso. "Ser líder de governo é como São Sebastião, cada dia uma flecha", emendou ele. Mercadante citou ainda o estadista britânico Winston Churchill, que dizia que só pode ser um líder quem defende o governo nos momentos difíceis, pois nos bons momentos todos defendem. "Nas horas difíceis é que o líder tem que assumir as responsabilidades e foi esse o meu papel."

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