Mercadante confirma Lula e Dilma no final da campanha

Com os apoios e participações em sua campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenciável Dilma Rousseff (PT), o candidato petista ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, demonstra confiança na virada na disputa com Geraldo Alckmin (PSDB). Ele disse hoje, em Ribeirão Preto, que Lula participará de atividades de campanha e comícios em todos os finais de semana até a eleição de 3 de outubro e que levantamentos internos do partido indicam que o seu crescimento junto ao eleitorado paulista é sólido, principalmente após o início do programa eleitoral gratuito na televisão.

BRÁS HENRIQUE, Agência Estado

31 de agosto de 2010 | 16h08

Antes de uma entrevista ao vivo, de dez minutos, na EPTV, afiliada da TV Globo na região, Mercadante desfilou alguns minutos ao lado de Lula na Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro), maior feira do setor sucroalcooleiro, na cidade vizinha de Sertãozinho. E já avisou que no sábado deverá estar novamente ao lado do presidente num comício, provavelmente em Guarulhos, na Grande São Paulo.

Mercadante afirmou também que tem orgulho de seus aliados e do governo Lula, e que Alckmin esconder o tucano presidenciável José Serra em seu programa de TV "não é uma boa atitude". O petista afirmou que tem orgulho e quer Lula e Dilma na campanha, "como eles estão participando ativamente, porque a gente tem o que mostrar ao povo brasileiro, e o que deu certo no Brasil pode dar certo também em São Paulo".

Hernando Henrique

Ao ser indagado se seria bom para ele se Serra aparecesse mais na propaganda de Alckmin, para diminuir a diferença nas pesquisas eleitorais, Mercadante procurou se esquivar de uma resposta direta. Disse que acha "estranho" que os tucanos escondam os oito anos de governo de Fernando Henrique Cardoso no Brasil.

"Nós não, queremos total transparência, sempre estive com o Lula", disse. "Isso é o que fortalece e alimenta nossa campanha, e é por isso que a Dilma em São Paulo já está na frente (nas pesquisas), e tenho certeza que vamos chegar na frente também."

Na insistência da pergunta, se seria beneficiado com a imagem de Alckmin e Serra juntos, o petista respondeu indiretamente. "A campanha é dele, e ele deve fazer do jeito que acha que deve fazer, vamos fazer a nossa campanha, com propostas e apresentando a Dilma sempre que for possível", afirmou.

"Se tem candidato escondendo as parcerias e as relações que tiveram, querendo que o Brasil esqueça o que foi o governo Fernando Henrique Cardoso, ou que não saiba quem é o candidato dele a presidente, não é uma boa atitude", disse. "Com mais transparência, a democracia se fortalece."

Otimismo

Antes de seguir para sessão no Senado, em Brasília, Mercadante mostrou otimismo com as pesquisas internas do partido. "De qualquer forma, a pesquisa mede só o momento, temos que olhar a tendência, que aponta um forte crescimento e é isso que nos motiva e dá segurança de vencer as eleições", explicou. O petista lembrou que teve 32% na disputa de 2006 e que as principais pesquisas, divulgadas no dia da eleição, o indicavam com 9% a 10% abaixo do que conseguiu.

"Já tenho 23% agora, pelo Ibope, e a gente sempre cresce na reta final, tanto que estamos bastante animados", afirmou Mercadante, lembrando ainda que, em 2008, na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Alckmin tinha boa vantagem antes do programa da TV, com previsão de vitória no primeiro turno, mas nem foi para o segundo. "Quando começou o horário gratuito ele começou a cair, como cai agora", disse. "Pesquisa que vale é em 3 de outubro e nessa estarei na frente."

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