Mercadante cita investimento federal em metrô e saúde

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, disse em São Carlos, que o rival Geraldo Alckmin (PSDB) estava equivocado ao afirmar que a área da saúde e as obras do metrô paulistas não receberam recursos do governo federal. Segundo ele, existe financiamento do BNDES para as obras do metrô e também há recursos no Ministério de Cidades, totalizando investimentos disponíveis ou disponibilizados no valor de R$ 4,3 bilhões. Esses recursos seriam usados para a linha 17 e a linha Ouro na Capital.

BRÁS HENRIQUE, Agência Estado

14 de agosto de 2010 | 14h21

"Ele diz que não tem nenhuma participação do governo federal na construção de hospitais em São Paulo, o que não é verdade", garantiu Mercadante. Segundo o senador e candidato ao governo pelo PT, o governo federal de Luiz Inácio Lula da Silva fez investimentos na saúde no Estado, como a construção do Hospital-Escola Municipal Horácio Carlos Panepucci, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Nessa cidade, o primeiro módulo custou R$ 9 milhões, sendo R$ 7,5 milhões de verba federal e o restante de uma contrapartida da prefeitura. O segundo módulo está em obras e custará R$ 40,5 milhões, sendo R$ 37,5 mi da União e o restante da prefeitura.

O petista ainda citou que o governo Lula fez aportes financeiros no Hospital Ouro Verde (Campinas), Quarteirão da Saúde (Diadema), Hospital da Mulher (Santo André), Hospital dos Pimentas (Guarulhos) e Hospital do Câncer, no ABC. Este último, o único ainda em obras.

Quanto à informação que deu durante o debate da TV Bandeirantes, de que 104 mil casas tinham sido construídas pelo programa Minha Casa Minha Vida esclareceu que os dados eram do mês anterior. A Caixa Econômica Federal, segundo ele, em dados oficiais recentes, deverá entregar, até o final deste ano, 114 mil casas pelo programa no Estado de São Paulo. "Errei para menos", disse ele.

Mercadante fez carreata e caminhada no centro de São Carlos, acompanhado do candidato ao Senado pela coligação, Netinho de Paula (PC do B), e do senador Eduardo Suplicy (PT). Fez um discurso de cerca de 15 minutos, no centro, aos militantes do PT e almoçou com apoiadores e candidatos a deputados da região antes de retornar a São Paulo.

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