Mercadante: ataque de Alckmin se deve a 'nervosismo'

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, atribuiu a um nervosismo diante de um possível crescimento de sua campanha a mudança do tom de seu adversário na disputa, Geraldo Alckmin (PSDB). O programa eleitoral gratuito tucano de ontem divulgou que em maio de 2008 Mercadante havia faltado a uma sessão de aprovação de US$ 1 bilhão de empréstimo para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) comprar novos trens e expandir o metrô.

TATIANA FÁVARO, Agência Estado

26 de agosto de 2010 | 15h02

"Eu acho que o nervosismo do candidato tomou conta da campanha. Isso é um sintoma claro do nosso crescimento", disse hoje Mercadante, em visita ao Sustentar 2010, evento para discutir proposta de sustentabilidade. "Ele fez ontem uma acusação completamente injusta e infundada. Eu presidi a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde aquele tema foi discutido. Não é um empréstimo de US$ 1 bilhão, nem isso eles sabem exatamente o que aconteceu. Foram US$ 535 milhões para financiar a compra de equipamentos para a CPTM, aprovados na CAE sob a minha presidência."

Mercadante contou ter indicado a senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) como relatora do projeto e ter feito pronunciamento em defesa da proposta. "É injusto, improcedente, infundado, mas é o nervosismo. Eu vou continuar fazendo minha campanha. Nós vamos crescer, é evidente que nós vamos crescer fortemente, sempre com uma campanha propositiva, com críticas a políticas públicas, evitando qualquer tipo de ataque pessoal. Mas eles estão nervosos, a gente tem que dar um desconto, faz parte da disputa", afirmou.

Trem-bala

O petista reiterou na sede da região metropolitana de Campinas, no interior do Estado, que sua eleição fortalecerá a consolidação do TAV (Trem de Alta Velocidade), e ironizou os pedágios atribuídos por ele à política de governo do PSDB. "O governo do PSDB foi muito lento para investir em transportes ferroviários e transporte sobre trilhos", disse.

"O governo Lula já construiu mais de 1 mil quilômetros. Só na Transnordestina há 12 mil trabalhadores, indo para 15 mil trabalhadores, são mais de 1 mil quilômetros de ferrovia, a Norte-Sul está chegando a São Paulo. Eles (do PSDB) não fizeram talvez porque ferrovia não possa cobrar pedágio. E entre outras coisas, eles não olham as regiões metropolitanas, porque o problema do trânsito de Campinas vai exigir um transporte sobre trilhos", declarou.

No evento que traz alternativas ecologicamente sustentáveis e projetos ligados à biodiversidade, Mercadante falou da necessidade de vincular os royalties do petróleo da camada pré-sal a uma distribuição mais justa, associar essa riqueza à educação, ciência, tecnologia e pesquisas para preservação do meio ambiente, e do objetivo de reestruturar o sistema de abastecimento de água em algumas regiões do Estado, recuperar rios e preservar recursos hídricos.

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