Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Mercadante afirma que governo vai 'lutar com todos os argumentos' por ajuste fiscal

Chefe da Casa Civil garantiu que governo federal vai se manter firme nas medidas econômicas; Dilma, contudo, admitiu a Lula que pode rever alguns pontos das medidas que afetam direitos trabalhistas

Lisandra Paraguassu, Rafael Moraes Moura e Ricardo Della Colleta, O Estado de S. Paulo

24 de março de 2015 | 13h43

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, negou nesta terça-feira, 24, que o governo esteja disposto a ceder e mudar as medidas provisórias que mexem nos direitos trabalhistas. Em entrevista nesta tarde, no Palácio do Planalto, o ministro afirmou que o governo "vai lutar com todos os argumentos" para que o ajuste fiscal seja aprovado no Congresso. 

"O governo tem convicção de que as medidas têm consistência e são indispensáveis para o País. Elas têm um sentido estratégico para retomada do crescimento e a estabilidade do País", afirmou o ministro, apesar de reconhecer que o Congresso é independente e vai votar como achar melhor. 

De acordo com Mercadante, "não procedem as informações de que o governo esteja flexibilizando o ajuste". De acordo com informações publicadas pelo Estado nesta terça, a presidente Dilma Rousseff admitiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à bancada do PT no Congresso fazer mudanças pontuais nas duas medidas provisórias, mas ainda não definiu o que poderia ser alterado. 

Na segunda, um encontro no Planalto reuniu ministros e mais de 30 parlamentares do PT para debater as MPs. Os deputados e senadores teriam saído convencidos a aprovar os projetos na íntegra mas, ao mesmo tempo, admitem mudanças "pontuais". 

Mercadante afirma que o governo tem compromisso total com o ajuste, que é "absoluta prioridade para o governo". '"Quanto mais consistente o ajuste mais rápido retomaremos o crescimento", afirmou. 

Nesta manhã, a reunião da presidente com 12 ministros foi centrada no contingenciamento do orçamento que deverá ser fechado nos próximos 30 dias. De acordo com Mercadante, cada ministério terá que apresentar suas prioridades, "fazer mais com menos" para que o contingenciamento não prejudique o essencial. "É nessa discussão qualitativa que vamos trabalhar a margem de cada ministério. Os projetos mais importantes, os mais consistentes, serão considerados", disse. 

Vaccari. No dia seguinte ao indiciamento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, na operação Lava Jato, Mercadante negou que o governo tenha tratado disso nas reuniões de coordenação política, ontem, e hoje. "O governo só discute a agenda do governo", garantiu. 

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